Risco de diabetes de tipo 1 aumenta com falta de tipo de células TNotícias de Saúde

Terça, 10 de Abril de 2018 | 6 Visualizações

Fonte de imagem: Diabetes Research Connection

Um novo estudo demonstrou que ratinhos com diabetes de tipo 1 e com menor quantidade de um tipo de células T reguladoras são muito mais propensos a desenvolverem a doença. 
 
A diabetes de tipo 1 é uma doença autoimune e, como tal, certas células T atacam por erro as células do próprio organismo, enquanto as células T reguladoras procuram defendê-lo desse ataque. A maioria das células T reguladoras desenvolvem-se e amadurecem no timo, um pequeno órgão linfático situado acima do coração. 
 
O estudo conduzido por uma equipa de investigadores do Centro da Diabetes Joslin, Massachusetts, EUA, apurou que uma pequena população dessas células, conhecidas como células T reguladoras induzidas (pTreg), formam-se fora do timo e não dentro.
 
“Somos os primeiros a demonstrar que essas pTregs são importantes na diabetes autoimune”, disse Stephan Kissler, autor sénior do estudo. 
 
A equipa especula agora se os micróbios dos intestinos, onde esta população de células pTreg é ativada, poderão ser responsáveis por gerar essas células protetoras e assim oferecer proteção do ataque autoimune sobre as células beta do pâncreas que conduz à diabetes de tipo 1. 
 
“A maioria dessas pTreg são produzidas nos intestinos”, disse o investigador. “Sabemos que os micróbios intestinais promovem o desenvolvimento de pTreg e que os micróbios intestinais têm um impacto sobre a diabetes de tipo 1”. 
 
Para determinar um possível papel das células pTreg na diabetes, a equipa investigou-as em ratinhos não obesos com diabetes de tipo 1. Foi observado que os ratinhos tinham pTreg no pâncreas e no nódulo linfático do pâncreas, que se encontra próximo dos intestinos e do pâncreas, sendo um dos principais locais onde as células T auto-reativas são desencadeadas para atacarem o pâncreas. Este achado sugere que as pTreg poderão oferecer defesa contra este ataque auto-reativo.
 
Seguidamente a equipa modificou geneticamente ratinhos não obesos diabéticos para não expressarem uma região genética necessária para a produção de pTreg. Como resultado, os roedores apresentaram populações de células reguladoras normais no timo, mas uma quantidade de pTreg muito menor. 
 
Estes ratinhos aparentaram serem semelhantes a ratinhos não obesos diabéticos normais, com uma grande exceção: eram mais propensos a desenvolverem diabetes autoimune. 

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Referência
Estudo publicado na revista “European Journal of Immunology”