Risco de demência muito menor em mulheres em boa forma físicaNotícias de Saúde

Segunda, 19 de Março de 2018 | 14 Visualizações

Fonte de imagem: Step To Health

As mulheres que na meia-idade apresentam uma forma física muito elevada corriam um risco quase 90% menor de demência décadas mais tarde em comparação com mulheres moderadamente em forma, indicou um estudo.

O estudo que teve como base a medida do desempenho cardiovascular através de um exercício de teste, revelou ainda que as mulheres em excelente condição física que desenvolveram demência, tenderam a desenvolver da doença cerca de 11 anos mais tarde, em relação às que apresentavam uma forma física média.

Para o estudo, uma equipa de investigadores da Universidade de Gotemburgo, na Suécia, recrutou 191 mulheres com uma mediana de idades de 50 anos que foram convidadas a fazerem um exercício numa bicicleta até ficarem exaustas para mediar a pico da sua capacidade cardiovascular.

O pico médio de treino foi de 103 watts. Como resultado, 40 mulheres perfizeram os critérios de excelente forma física, com um pico de 120 watts e mais, 92 revelaram uma forma física média e 59 mulheres uma baixa forma física, com um pico de 80 watts ou menos, ou pararam o exercício devido a hipertensão, dor no peito ou outros problemas cardiovasculares.

Nos 44 anos seguintes, as participantes foram submetidas a exames seis vezes para diagnosticar demência.

Durante aquele período 44 mulheres desenvolveram demência. No grupo das mulheres em excelente forma física, apenas 5% desenvolveram a doença, tendo subido para 25% no grupo da forma física moderada e ainda para 32% no grupo da baixa forma física. Nas mulheres que tiveram que parar o exercício, 45% desenvolveram demência.

Em suma, as mulheres em excelente forma apresentaram uma possibilidade 88% inferior de desenvolverem demência em relação às mulheres com forma física média.

“Isto indica que os processos negativos cardiovasculares que estejam a suceder na meia-idade podem aumentar o risco de demência muito mais tarde na vida”, disse Helena Hörder, autora do estudo. Este estudo apresenta várias limitações e não estabeleceu uma relação de causa e efeito.

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Referência
Estudo publicado na “Neurology”

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