Risco de AVC e ataque cardíaco aumenta meses antes de diagnóstico de cancroNotícias de Saúde

Domingo, 30 de Dezembro de 2018 | 15 Visualizações

Fonte de imagem: Medical Xpress

O diagnóstico de cancro em adultos mais velhos pode ser precedido de um ataque cardíaco ou de acidente vascular cerebral (AVC) nos meses antes, apurou um estudo.
 
Com efeito, o estudo conduzido por investigadores da Faculdade Weill Cornell e outras instituições de pesquisa da cidade de Nova Iorque, EUA, demonstrou ainda que os cancros em estádio mais avançado, bem como os do cólon e pulmão, apresentam o risco mais elevado daquelas doenças, que são causadas por coágulos sanguíneos nas artérias.
 
Para o estudo, a equipa contou com a base de dados norte-americana Medicare que incluía 748.662 pacientes. 
 
Os investigadores analisaram o risco retrospetivo de ataque cardíaco e AVC em pacientes com 67 anos e mais de idade, que tinham sido diagnosticados recentemente com cancro da mama, próstata, pulmão, colorretal, do útero e outros.
 
Os dados dos pacientes com cancro foram comparados com os de pacientes sem cancro durante os 360 dias que antecederam o diagnóstico da doença.
 
De forma geral, o risco de ataque cardíaco e AVC aumentava cerca de 70% durante o ano que antecedia o diagnóstico de cancro. 
 
O risco era especialmente mais elevado no mês anterior ao diagnóstico da doença. Durante este período, os pacientes apresentavam um risco cinco vezes maior de terem um ataque cardíaco ou AVC em relação aos que não tinham cancro. Além dos cinco meses antes do diagnóstico, o risco de evento cardiovascular era semelhante em ambos os grupos.
 
Adicionalmente, o índice de ataque cardíaco e AVC era mais elevado em adultos com cancro do pulmão e colorretal e nos pacientes com cancro em estádio 3 ou 4.
 
“Estes resultados sugerem que o efeito do cancro sobre o sistema de coagulação poderá ser o que está a causar predominantemente o risco associado de ataques cardíacos e AVC”, comentou Babak Navi, investigador que liderou o estudo.

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Referência
Estudo publicado na revista “Blood”

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