Risco cardíaco pode manter-se mesmo com estatinas. Porquê?Notícias de Saúde

Segunda, 14 de Maio de 2018 | 12 Visualizações

Fonte de imagem: Huffingtonpost

Uma equipa de investigadores descobriu que alguns pacientes que tomam estatinas como o Lipitor, e mesmo assim mantêm um maior risco de ataque cardíaco, poderão apresentar variações genéticas que expliquem esse risco acrescido.
 
Num estudo conduzido pela Faculdade de Medicina da Universidade de Vanderbilt, EUA, o achado sugere que o uso de fármacos que atuem sobre essas variações genéticas poderá decrescer o risco cardíaco para essa população.
 
Para o estudo os investigadores pesquisaram quatro sítios com processos clínicos eletrónicos e dados genómicos e identificaram 3.099 indivíduos que apesar de estarem a tomar estatinas tinham sofrido um ataque cardíaco ou necessitado de revascularização. Os pacientes foram comparados com outros 7.681 que também estavam a tomar estatinas, mas não tinham tido um evento cardíaco.
 
A partir da comparação efetuada, os investigadores identificaram sete variações genéticas, conhecidas como polimorfismo de nucleotídeo único (“single nucleotide polymorphisms”, abreviado como SNP) nos genes associados àqueles eventos cardíacos nos pacientes que estavam a fazer tratamento com estatinas.
 
Um dos SNP foi significativamente associado a um aumento no risco de eventos cardíacos. Ao analisarem os processos clínicos eletrónicos completos de 11.566 que expressavam SNP em mais de 1.000 doenças, os investigadores detetaram taxas de doença coronária e de ataque cardíaco significativamente mais elevadas, o que não foi observado noutras doenças.
 
Alguns dos pacientes foram monitorizados, relativamente a doenças cardíacas, durante um período de até 10 anos após terem iniciado as estatinas. O estudo descobriu que o efeito das variações genéticas era independente do melhoramento dos níveis de colesterol com a toma das estatinas.
 
“As pessoas com essas variantes genéticas corriam um maior risco de doença cardíaca, mesmo considerando os que tinham os níveis ideais de colesterol com a toma da estatina”, confirmou Joshua Denny, autor correspondente do estudo.

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Referência
Estudo publicado na revista “Circulation”

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