Revertida perda de memória associada ao AlzheimerNotícias de Saúde

Quarta, 23 de Abril de 2014 | 89 Visualizações

Uma equipa de investigadores da Universidade Autónoma de Barcelona, em Espanha, conseguiu reverter, pela primeira vez, a perda de memória associada à doença de Alzheimer através de um processo de terapia genética. O feito foi conseguido numa amostra de ratinhos de laboratório e representa mais um importante passo para o tratamento desta patologia. 

Levada a cabo no Instituto de Neurociências da Universidade Autónoma de Barcelona, a investigação conseguiu determinar o mecanismo celular envolvido na consolidação da memória e, a partir daí, desenvolver uma terapia genética que reverte a perda de memória. 

A mesma foi testada numa amostra de ratinhos de laboratório em fase inicial de Alzheimer e consiste na injeção de um gene específico no hipocampo, região do cérebro responsável pela memória. Trata-se de um gene capaz de produzir um tipo de proteína, bloqueada nos pacientes com Alzheimer - a Crtc 1.

Uma vez restaurada através desta terapia genética, esta proteína transmite os sinais essenciais para reativar os genes envolvidos na consolidação da memória a longo-prazo. 

Para identificar esta proteína, os especialistas compararam a forma como este gene se expressava ao nível do hipocampo dos ratinhos transgenicamente modificados que desenvolveram a doença com a amostra de controlo, saudável. 

Através dessa observação, os investigadores verificaram que os genes envolvidos na consolidação de memória coincidiam com aqueles que regulavam a Crtc 1. Uma alteração ao nível dos mesmos pode provocar perda de memória desde logo numa fase inicial da doença de Alzheimer. 

(Esta imagem mostra a detecção Crtc1 em neurônios de ratinhos (em verde).

 

Arquivo: Universitat Autònoma de Barcelona

"Quando a proteína Crtc 1 sofre algum tipo de mutação, os genes responsáveis pela sinapse ou coneções entre neurónios no hipocampo são desativados e o indivíduo acaba por perder as suas capacidades de memória", explica Carlos Saura, líder da investigação, em comunicado.

Alzheimer's disease is the first cause of dementia and affects some 400,000 people in Spain alone. However, no effective cure has yet been found. One of the reasons for this is the lack of knowledge on the cellular mechanisms which cause alterations in nerve transmissions and the loss of memory in the initial stages of the disease.

Segundo o responsável, "este estudo vem abrir portas a novas perspetivas de terapêuticas preventivas e de tratamento da doença de Alzheimer". Os resultados do estudo foram publicados esta quarta-feira no 'The Journal of Neuroscience'.

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Autor
The Journal of Neuroscience / Boas Notícias
Referência
investigadores da Universidade Autónoma de Barcelona, em Espanha

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