Ressonância magnética poderá um dia prognosticar demênciaNotícias de Saúde

Sexta, 23 de Novembro de 2018 | 8 Visualizações

Fonte de imagem: Casper College

A aprendizagem de máquinas poderá ajudar os profissionais de saúde a preverem que pacientes poderão necessitar de usar os serviços de urgência, demonstrou um estudo.
 
Com efeito, o estudo do Instituto George para a Saúde Global da Universidade de Oxford, Reino Unido, sugere que a aprendizagem de máquinas (um campo da inteligência artificial que emprega técnicas estatísticas que permitem que os sistemas computorizados “aprendam” através de dados) pode ser usado para analisar processos clínicos eletrónicos e prognosticar o risco de admissões nas urgências pelos pacientes.
 
Para o estudo, os investigadores contaram com dados dos processos clínicos eletrónicos de 4,6 milhões de pacientes, de 1985 a 2015. Foram considerados múltiplos fatores para a análise dos investigadores, como idade, sexo, histórico familiar, estilo de vida, etnicidade, medicação, resultados de análises, e outros.
 
A equipa combinou ainda outras variáveis com fatores temporais para construir modelos de aprendizagem de máquina. Estes modelos conseguiram, assim, proporcionar um prognóstico mais robusto do risco de admissão nas urgências hospitalares, do que qualquer outro modelo anteriormente utilizado. 
 
Fatemeh Rahimian, investigadora que liderou o estudo, considera que os modelos de aprendizagem de máquina oferecem um melhor desempenho do que os melhores modelos estatísticos convencionais porque recolhem e “aprendem” automaticamente com interações entre dados que desconhecíamos anteriormente. 
 
Das 5,9 milhões de idas às urgências hospitalares, registadas em 2017, no Reino Unido, uma grande proporção poderia ter sido evitada, acrescentou.
 
A investigadora considera que, com o uso da aprendizagem de máquinas, os profissionais de saúde poderão monitorizar os riscos apresentados pelos pacientes, e adotar medidas proativas para evitar idas não planeadas às urgências, que implicam grandes encargos para a saúde. 

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Referência
Estudo publicado na revista “PLOS Medicine”

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