Remissão total de cancro da mama com metástases com imunoterapiaNotícias de Saúde

Sexta, 08 de Junho de 2018 | 473 Visualizações

Fonte de imagem: Diagnostic and Interventional Radiology for Medical Students

Uma nova abordagem à imunoterapia produziu a remissão total de um cancro da mama avançado que não respondia a todos os outros tratamentos.
 
O extraordinário resultado foi conseguido através de uma nova abordagem à imunoterapia desenvolvida por uma equipa do Instituto Nacional do Cancro, EUA. 
Como se sabe, a imunoterapia emprega as próprias células do sistema imunitário do paciente para lutar contra o cancro.
 
A nova abordagem à imunoterapia consiste numa forma modificada de transferência celular adotiva (ACT, nas suas iniciais em inglês) e foi já eficaz no tratamento de melanoma que apresenta níveis elevados de mutações. No entanto, este método não se revelou tão eficaz nalguns cancros epiteliais ou que apresentam níveis inferiores de mutações, como o da mama, estômago e esófago.
 
Neste estudo, a equipa está a desenvolver uma forma de ACT que emprega linfócitos infiltrantes de tumores (TIL) que atuam especificamente sobre as mutações celulares do tumor. O objetivo é fazer regredir os tumores nos tipos comuns de cancro epitelial.
 
Os TIL selecionados são cultivados em laboratório, em números elevados, e posteriormente injetados de novo no paciente para criar uma resposta imunitária mais forte contra o tumor.
 
O tratamento foi usado em Judy Perkins, uma norte-americana de 52 anos com cancro da mama em estado avançado com metástases que não respondia a diversos tratamentos hormonais e de quimioterapia. A equipa sequenciou o ADN e ARN de um dos tumores da paciente e de tecido normal, para isolar as mutações únicas no cancro da paciente, identificando 62 mutações diferentes.
 
Seguidamente, a equipa testou diferentes TIL da paciente para identificar os que reconheciam uma ou mais daquelas proteínas com mutações. Os TIL foram injetados de novo na paciente e o resultado do tratamento foi extraordinário, com o cancro em remissão total 22 meses mais tarde. A equipa espera agora que a nova abordagem seja confirmada num estudo maior.

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Referência
Estudo publicado na revista “Nature Medicine”

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