Refrigerantes associados a sintomas mais graves de esclerose múltiplaNotícias de Saúde

Sexta, 08 de Março de 2019 | 11 Visualizações

Fonte de imagem: Boa Forma

Os pacientes com esclerose múltipla (EM) que consomem o equivalente a cerca de duas latas de refrigerantes com adição de açúcar por dia, poderão sofrer sintomas mais graves da doença e maior incapacidade, revelou um novo estudo.
 
O estudo que envolveu a participação de 135 pacientes com EM, foi conduzido por Elisa Meier-Gerdingh, médica no Hospital St. Josef em Bochum, na Alemanha, e colegas.
 
Os investigadores pediram aos participantes que respondessem a um questionário sobre a alimentação que seguiam. 
 
Como referência, foi usada a dieta DASH, acrónimo de Dietary Approaches to Stop Hypertension (Abordagens Alimentares para Travar a Hipertensão), a qual privilegia o consumo abundante de cereais integrais, fruta, produtos hortícolas, laticínios magros, carne branca e magra, peixe, frutos de casca rija e leguminosas, e um consumo limitado de açúcar e gordura saturada.
 
Elisa Meier-Gerdingh justificou a escolha daquele padrão alimentar com o facto de estar associado a uma redução no risco de doenças crónicas como hipertensão, diabetes e doenças cardiovasculares.
 
O nível de incapacidade dos participantes foi medido através da Escala Expandida do Estado de Incapacidade, a qual é usada para quantificar a incapacidade. Segundo esta escala, 0 a corresponde a ausência de sintomas e 10 a morte devido a EM. 
 
Os participantes foram divididos em cinco grupos, consoante o consumo de refrigerantes e bebidas com açúcar. Os consumidores do grupo de topo bebiam uma média de 290 calorias daquele tipo de bebidas. O grupo com o menor consumo bebia raramente bebidas com açúcar, na ordem de uma média de sete calorias diárias, ou o equivalente a uma lata e meia por mês.
 
Foi apurado que os participantes que consumiam as maiores quantidades de bebidas com açúcar tinham uma propensão cinco vezes maior de terem incapacidade grave devido à EM, em comparação com quem as consumia raramente.
 
Por outras palavras, das 34 pessoas do grupo do topo, 12 tinham incapacidades graves (com uma média no grupo de 4,1 pontos na escala de incapacidade), contra quatro pacientes dos 34 do grupo de menor consumo (média de 3,4 pontos). 
 
“Embora não tenhamos identificado uma relação com a alimentação em geral, foi curioso identificar uma ligação com os que bebiam refrigerantes, sumos com sabores e chás e cafés com açúcar”, concluiu Elisa Meier-Gerdingh.

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Referência
Estudo apresentado no Congresso da Academia Americana de Neurologia

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