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Quarta, 03 de Julho de 2019 | 27 Visualizações

Fonte de imagem: Plastic Surgery

Uma equipa de investigadores conseguiu criar pelo natural que cresceu através da pele, um feito científico revolucionário no âmbito da indústria do crescimento de cabelo.
 
O achado da equipa do Instituto de Descoberta Médica Sanford Burnham Prebys, na Califórnia, EUA, foi conseguido recorrendo a células estaminais pluripotentes induzidas (iPSC). 
 
A nova tecnologia, que foi apresentada no Congresso Anual da Sociedade Internacional para Pesquisa de Células Estaminais, já se encontra licenciada.
 
“O novo protocolo, descrito hoje, ultrapassa desafios tecnológicos fundamentais que impediam a nossa descoberta de ser utilizada no mundo real”, explicou Alexey Terskikh, docente no Sanford Burnham Prebys.
 
Alexey Terskikh está a estudar as células da papila dérmica. Estas células encontram-se dentro do folículo piloso e controlam o crescimento capilar, incluindo a espessura, comprimento e ciclo de crescimento do pelo. 
 
O investigador conseguiu, em 2015, gerar o crescimento de pelo subcutâneo em pele de ratinhos, através da criação de papila dérmica derivada de células estaminais pluripotentes humanas. Porém, este processo era descontrolado e precisava de aperfeiçoamento.
 
“Temos agora um método robusto e altamente controlado para gerar pelo com aspeto natural que cresce através da pele, usando uma fonte ilimitada de células da papila dérmica derivadas de iPSC. Esta é uma etapa crítica no desenvolvimento de terapias para a queda de cabelo com base em células e para o campo da medicina regenerativa”, indicou Alexey Terskikh.
 
O método emprega uma estrutura de suporte biodegradável e em 3D, produzida com o mesmo material usado nos pontos dissolúveis.
 
A estrutura de suporte controla a direção de crescimento do pelo e ajuda as células estaminais a integrarem-se na pele, a qual é uma barreira naturalmente resistente. O protocolo atual depende de células epiteliais de ratinhos combinadas com células da papila dérmica. Os ensaios foram conduzidos em ratinhos sem pelo.
 
A equipa está atualmente a trabalhar na derivação da parte epitelial do folículo piloso a partir de iPSC humanas. A combinação de células epiteliais derivadas de iPSC e de papila dérmica irá permitir aos investigadores gerar folículos pilosos inteiramente humanos e prontos para transplante alogénico em humanos.

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