Reconstrução de vias respiratórias após cirurgia muito promissoraNotícias de Saúde

Quarta, 23 de Maio de 2018 | 101 Visualizações

Fonte de imagem: news.usc.edu

Um novo estudo sugere que poderá ser viável reconstruir secções da traqueia e vias respiratórias que tenham sido removidas devido a doença através de enxertos de aorta humana.
 
Os resultados do estudo, que foi conduzido por Emmanuel Martinod, do hospital universitário Assistance Publique-Hôpitaux de Paris, França, e colegas, indicam que a substituição das vias respiratórias poderá assim beneficiar muitos pacientes com cancro do pulmão, bem como aqueles com doença traqueobrônquica em estado terminal.  
 
Para o estudo, que decorreu entre outubro de 2009 e novembro de 2017, a equipa recrutou 20 pacientes com tumores no pulmão ou lesão traqueal. 13 dos pacientes tinham tido secções das vias aéreas removidas por via cirúrgica e sido submetidos a transplante das vias respiratórias (cinco na traqueia, sete nos brônquios e um na carina).
 
O transplante das vias respiratórias foi efetuado com enxertos da aorta criopreservados e com um stent inserido no enxerto para evitar que a via respiratória se desintegrasse. O stent foi removido posteriormente. 
 
Como resultados, foi observado que a mortalidade no espaço de 90 dias, nos 20 pacientes iniciais, foi de 5% devido a um paciente que foi submetido a transplante da carina ter morrido. Após este período não se verificaram mortes nos pacientes submetidos a reconstrução da traqueia ou brônquios.
 
Dos 13 pacientes submetidos a transplantes, 10 continuavam vivos quatro anos mais tarde. Oito em 10 dos pacientes respiravam normalmente através das vias respiratórias novas após a remoção dos stents. Foi também observada a formação de nova cartilagem nas áreas transplantadas. 
 
Os resultados deste estudo demonstram que é viável efetuar reconstruções complexas na traqueia e brônquios. No entanto, os autores chamam a atenção para o facto de os mesmos serem baseados num pequeno grupo e num único centro, sem um grupo de controlo. A equipa considera a necessidade de mais estudos para apurar a eficácia e segurança dos procedimentos efetuados. 

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Referência
Estudo publicado na revista “JAMA”