Rastreio do cancro poderá em breve ser mais rápidoNotícias de Saúde

Segunda, 25 de Fevereiro de 2019 | 7 Visualizações

Fonte de imagem: UCLA Health

Uma equipa de investigadores está a desenvolver uma técnica inovadora de rastreio do cancro que envolve analisar as proteínas expressadas pelas células cancerígenas, de forma mais rápida do que os métodos atuais.
 
Atualmente, é necessário aguardar dias, ou mesmo semanas, pelos resultados de um exame de rastreio ao cancro, o que pode causar angústia e atrasar um eventual tratamento. 
 
“A identificação de agentes patogénicos ou de células cancerígenas depende frequentemente do cultivo de uma amostra, que pode demorar muitos dias”, confirmou Darci Trader, investigadora que lidera a equipa que está a desenvolver a nova técnica, da Faculdade de Farmácia da Universidade de Purdue, EUA. 
 
Segundo a investigadora, o novo teste irá envolver a mistura de uma amostra biológica, como células cancerígenas ou plasma sanguíneo, com infravermelhos de curto alcance com emissão de fluoróforo.
 
A proteína poderá interagir com pequenas moléculas, permitindo que os médicos e cientistas meçam a intensidade da luz produzida pela ligação da mesma com a pequena molécula. Certos índices de intensidade podem indicar a presença de células cancerígenas ou de outros agentes patogénicos no sangue.
 
Este método de rastreio será mais rápido, permitindo acelerar o diagnóstico do cancro e proporcionar melhores resultados ao paciente.
 
Darci Trader observou que a técnica proporciona uma alternativa aos métodos atuais, que exigem equipamento altamente especializado e análises complexas para medir as proteínas que se ligam a pequenas moléculas. 
 
Adicionalmente, os métodos atuais normalmente só detetam a existência de ligações, mas não a extensão das mesmas. As medições dessas proteínas e ligações possuem informação essencial para o diagnóstico do cancro e de outras doenças.   
 
Os investigadores consideram ainda que o seu método, baseado nos resultados obtidos no rastreio de interações conhecidas entre proteínas e pequenas moléculas, oferecerá sensibilidade suficiente para detetar formas de cancro em estados muito iniciais. 

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Referência
Estudo publicado na revista “ACS Combinatorial Science”

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