Raquitismo pode ser reduzido com consumo diário de ovosNotícias de Saúde

Quinta, 08 de Junho de 2017 | 15 Visualizações

Fonte de imagem: Baldiet

Alimentar crianças com um ovo por dia poderá ajudar a reduzir o raquitismo, descobriu uma equipa de investigadores.
 
Num estudo liderado por Lora Iannotti, da Escola Brown da Universidade de Washington, EUA, foi apurado que o consumo de ovos por bebés dos seis aos nove meses de idade, durante um período de seis meses poderá reduzir até quase metade a prevalência do raquitismo.
 
O raquitismo envolve problemas de crescimento e de desenvolvimento causados por subnutrição nos primeiros tempos de vida das crianças e afeta ainda quase uma em cada quatro crianças mundialmente. Este problema é mais prevalente nas regiões do Sul da Ásia (38,5% das crianças) e África subsariana (34,5% das crianças).
 
Para o estudo, a equipa conduziu um ensaio controlado e aleatório com bebés equatorianos, dos seis aos nove meses de idade. No Equador, 23% das crianças com menos de cinco anos sofrem de raquitismo e 6% de baixo peso.
 
Os bebés foram divididos aleatoriamente em dois grupos: durante um período de seis meses, foi acrescentado um ovo por dia à dieta dos bebés de um grupo. O outro grupo, o de controlo, não teve o acrescento de um ovo na sua dieta.
 
Foi observado que os bebés que consumiram ovos apresentavam um crescimento e peso significativamente superiores para a idade relativamente aos bebés do grupo que não tinham consumido ovos.
 
A equipa descobriu igualmente que o consumo diário de um ovo fez reduzir a prevalência de raquitismo nas crianças em 47% e os problemas de baixo peso em 74%. “Ficámos surpreendidos com a eficácia desta intervenção”, comentou a autora principal do estudo.
 
Considerando os resultados do ensaio, os investigadores concluíram que a introdução de ovos na alimentação das crianças pequenas pode ser uma forma simples e económica de promover o crescimento das mesmas. 
 
“Os ovos são baratos e facilmente acessíveis. São também uma boa fonte de nutrientes para o crescimento e desenvolvimento das crianças pequenas”, rematou Lora Iannotti.

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Referência
Estudo publicado na revista “Pediatrics”