Radioterapia parcial na mama é eficaz no cancro da mama de baixo riscoNotícias de Saúde

Terça, 21 de Maio de 2019 | 17 Visualizações

Fonte de imagem: Medical Xpress

A radioterapia parcial da mama produz índices de sobrevivência, a longo termo, e recorrência de cancro da mama de baixo risco semelhantes à radiação da mama inteira, indicou um novo estudo.
 
O estudo randomizado na fase 3 comparou a radioterapia sobre a mama inteira com a radioterapia sobre a parte afetada da mama num grupo de mais de 4.200 mulheres com cancro da mama em estádios iniciais.
 
Os resultados do estudo, conduzido por investigadores da Universidade do Estado de Ohio, nos EUA, demonstraram que, apesar de a radioterapia parcial da mama não ter produzido um controlo do cancro equivalente em todas as pacientes de cancro da mama em estádio 0, 1 e 2 da doença, deveria mesmo assim ser considerada em mulheres com carcinoma ductal in situ e cancros em estádio inicial considerados como sendo de baixo risco, com base noutras características tumorais.
 
Foi observado que as mulheres que tinham recebido radioterapia parcial da mama experienciaram um índice de 4,6% de recorrência do cancro. As mulheres que tinham recebido radioterapia na mama inteira evidenciaram um índice de 3,9% de recorrência da doença. 
 
A toxicidade experienciada com o tratamento foi semelhante em todas as mulheres, assim como o risco de cancros secundários. 
 
Ao analisarem subsegmentos populacionais, os investigadores identificaram índices de recorrência quase idênticos para as mulheres com carcinoma ductal in situ, quer tivessem recebido radioterapia na mama parcial ou inteira. O mesmo se aplicou para as mulheres com cancros considerados como sendo de baixo risco.
 
Naquele subsegmento populacional, o risco de recorrência, 10 anos após o tratamento, foi muito baixo e quase idêntico entre as mulheres que receberam radioterapia na mama parcial (2,7%) e inteira (2,3%). 
 
Julia White, uma das investigadoras principais do estudo, considera os resultados muito relevantes pois reduzem a necessidade de cuidados recebidos pelas mulheres, que conseguem ver o seu cancro controlado com menos tratamentos, durante apenas cinco dias, em vez de quatro a seis semanas. 

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Referência
Estudo publicado na revista “Journal of the National Cancer Institute”

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