Radioterapia interoperatória: O mais curto tratamento do cancro da mamaNotícias de Saúde

Terça, 15 de Setembro de 2015 | 75 Visualizações

Fonte de imagem: caldeiraodopaulao

O tratamento inovador promete os mesmos níveis de eficácia de seis semanas de radioterapia convencional.

A Universidade do Porto junta-se a vários hospitais e centros de ensino norte-americanos naquele que é o ensaio clinico mais pioneiro no tratamento do cancro da mama.

Trata-se de uma técnica chamada radioterapia interoperatória e promete, em poucos minutos, o mesmo nível de eficácia das seis semanas de tratamento convencional após retirar o tumor.

O ensaio em que a universidade portuguesa trabalho encontra-se agora a acompanhar a evolução das doentes durante um ano e meio, partir do momento em que é feita a cirurgia com radioterapia interoperatória, conta o Diário de Notícias (DN). As pacientes ficarão em observação durante um período de 12 anos.

Embora seja um procedimento vantajoso no combate ao cancro da mama, este tratamento inovador é, para já, apenas destinado a pacientes com tumores pequenos, no máximo de dois centímetros, e que sejam diagnosticados numa fase ainda precoce.

Esta nova técnica demora entre oito a 14 minutos e realiza-se ainda no bloco operatório, depois de o cirurgião tirar o nódulo. “O cirurgião sai da sala e o aparelho é ligado; o físico nuclear e o radioterapeuta fazem os cálculos de quantos minutos são necessários para fazer essa sessão”, explica José Flemingo Oliveira, atual coordenador da Unidade da Mama do Instituto CUF Porto.

No final, conclui o especialista, “as vantagens deste tratamento são evidentes, já que é feito numa dose única, na sala de operações, e não depois de a doente ter alta, obrigando-a a fazer radioterapia ao longo de várias semanas, com a carga psicológica que isso implica”.

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