Radioterapia de curta duração é eficaz no cancro da próstataNotícias de Saúde

Sexta, 15 de Fevereiro de 2019 | 69 Visualizações

Fonte de imagem: Ramsay Health Care

“Long-term Outcomes of Stereotactic Body Radiotherapy for Low-Risk and Intermediate-Risk Prostate Cancer”, Amar Kishan, Christopher King et al; JAMA Network Open, 2019; doi:10.1001/jamanetworkopen.2018.8006
 
Um novo estudo demonstrou que os homens com risco baixo ou intermédio de cancro da próstata podem ser submetidos, com segurança, a radioterapia em doses mais elevadas durante um período muito menor de tempo. 
 
O estudo de longa-duração foi conduzido por investigadores da Universidade da Califórnia em Los Angeles, EUA, e acompanhou 2.142 homens com cancro da próstata de risco baixo a intermédio. 
 
Os homens que tinham sido tratados com radioterapia estereotáxica corporal (também conhecida como SBRT, na sua sigla em inglês) foram acompanhados entre 2000 e 2012 e tiveram resultados semelhantes aos de um tratamento de longa duração.
 
A radioterapia estereotáxica corporal é uma forma tratamento com radiação externa que permite reduzir a duração do tratamento de 45 dias para quatro ou cinco dias. Apesar de esta abordagem já ser usada há alguns anos, não é ainda muito popular devido a receios relativos à segurança e eficácia da mesma a longo-termo.
 
Os homens que participaram no estudo foram seguidos durante um período mediano de 6,9 anos após terem recebido o tratamento. 53% dos homens tinham cancro da próstata de baixo risco, 32% tinham cancro de risco intermédio menos agressivo e 12% apresentavam um risco intermédio mais agressivo.
 
Como resultado, o índice de recidiva foi de 4,5% nos homens de baixo risco, 8,6% nos homens de risco intermédio menos agressivo e 14,9% nos homens de risco intermédio mais agressivo. De forma geral, o índice de recidiva foi de 10,2% nos casos de risco intermédio. Estas percentagens são idênticas às relacionadas com formas mais convencionais de radioterapia. 
 
“Com dados de seguimento de tão longa-duração, podemos agora oferecer esta abordagem com confiança total”, comentou Christopher King, autor sénior do estudo.
 
Amar Kishan, autor principal do estudo, mencionou ainda que este tratamento poderá ser menos inconveniente do que o tratamento convencional que dura nove semanas. Além disso, lembrou a equipa, esta forma de radioterapia acaba por acarretar menos custos devido ao facto de implicar menos tratamentos.

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Referência
Estudo publicado na revista “JAMA Network Open”

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