Quimioterapia pode causar menopausa precoce em mulheres com cancro do pulmãoNotícias de Saúde

Segunda, 03 de Setembro de 2018 | 15 Visualizações

Fonte de imagem: New Scientist

A quimioterapia poderá causar amenorreia aguda, conduzindo a menopausa precoce em mulheres com cancro do pulmão, apurou um estudo.
 
Vários estudos anteriores demonstraram que entre 40% e 80% das mulheres mais jovens que receberam tratamento para cancro da mama têm menopausa prematura. Desconhecia-se os índices da menopausa precoce nos casos de cancro do pulmão, cuja incidência tem aumentado bastante em mulheres.
 
Para o estudo, uma equipa de investigadores da Clínica Mayo, EUA, recrutou 182 mulheres em pré-menopausa, que tinham recebido o diagnóstico de cancro do pulmão com uma mediana de idades de 43 anos. 
 
As mulheres foram acompanhadas entre 1999 e 2016. Os investigadores registaram os tipos de tratamento recebidos para o cancro, assim como a incidência de menopausa relatada pelas próprias pacientes.
 
Foi observado que 64% das 85 mulheres que receberam quimioterapia relataram ter tido menopausa no espaço de um ano após o diagnóstico. Por outro lado, apenas 15% das 94 pacientes que não foram submetidas a tratamento sistémico disseram ter tido uma menopausa precoce. Três pacientes receberam tratamento direcionado apenas, tendo duas das quais continuado na pré-menopausa.
 
Os resultados sugerem assim que a quimioterapia em pacientes com cancro do pulmão faz aumentar o risco de perda precoce da menstruação nas sobreviventes.
 
“Embora seja necessária mais investigação, as mulheres na pré-menopausa que necessitem de quimioterapia para cancro do pulmão evidenciam ter um risco semelhante de amenorreia, menopausa precoce e perda de fertilidade tal como as mulheres na pré-menopausa que recebem quimioterapia para cancro da mama e linfoma”, concluiu JoAnn Pinkerton, diretora executiva da Sociedade Norte-Americana para a Menopausa, EUA.
 
As mulheres na pré-menopausa com cancro do pulmão e que queiram futuramente ser mães deverão assim falar com o seu prestador de cuidados de saúde sobre opções relativas à criopreservação de ovócitos ou embriões. 

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Referência
Estudo publicado na revista “Menopause”

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