Queimaduras solares: vitamina D é eficazNotícias de Saúde

Quarta, 12 de Julho de 2017 | 210 Visualizações

Fonte de imagem: Vivo Mais Saudável

Um novo estudo demonstrou que a toma de vitamina D uma hora após se ter sofrido uma queimadura solar fez reduzir significativamente a inflamação, inchaço e vermelhidão da área afetada.
 
O estudo conduzido por investigadores da Faculdade de Medicina da Universidade Case Western Reserve e dos Hospitais Universitários do Complexo Clínico Cleveland, EUA, integrou um ensaio clínico para o qual foram recrutados 20 participantes.
 
Os participantes receberam uma pequena “queimadura solar” no antebraço através de uma lâmpada de raios ultravioletas. Uma hora mais tarde os investigadores ofereceram-lhes aleatoriamente uma dose de 50.000, 100.000, ou 200.000 IU de vitamina D ou um placebo.
 
Os investigadores monitorizaram os participantes 24, 48 e 72 horas e uma semana após o ensaio, tendo recolhido amostras de pele para biópsia. 
 
Foi observado que os participantes que tinham tomado as doses mais elevadas de vitamina D apresentavam os menores índices de inflamação, vermelhidão e atividade genética relacionada com a reparação da barreira cutânea 48 horas após a queimadura. 
 
Kurt Lu, autor principal do estudo explicou que “descobrimos que os benefícios da vitamina D dependiam da dose”.
 
O investigador relata outra descoberta surpreendente neste estudo: “colocamos a hipótese que a vitamina D ajuda a promover certas barreiras protetoras na pele, reduzindo rapidamente a inflamação. O que não esperávamos era que com uma certa dose a vitamina D não só fosse capaz de suprimir a inflamação, como também de ativar os genes reparadores”.
 
Os resultados deste estudo sugerem que a vitamina D faz aumentar os índices cutâneos de uma enzima anti-inflamatória, a arginase-1. Esta enzima promove o aumento da reparação dos tecidos após serem danificados e ajuda também a ativar outras proteínas anti-inflamatórias. 
 
O autor principal do estudo ressalva, no entanto, que os resultados observados foram apenas com doses muito elevadas de vitamina D que excedem largamente a dose diária recomendada, sendo que não aconselha ninguém a começar a tomar vitamina D com base apenas nestes resultados, apesar de serem promissores.

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Referência
Estudo publicado na “Journal of Investigative Dermatology”

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