Que tipo de exercício físico nos mantém mais jovens?Notícias de Saúde

Sexta, 30 de Novembro de 2018 | 23 Visualizações

Fonte de imagem: Harvard Health

Um estudo recente demonstrou que o exercício físico de endurance é o mais eficaz na desaceleração dos processos do envelhecimento biológico. 
 
Conduzido por investigadores liderados por Ulrich Laufs, da Universidade de Leipzig, Alemanha, o estudo teve como objetivo analisar o efeito de vários tipos de exercício físico sobre a desaceleração do envelhecimento, através da medição do comprimento dos telómeros e da atividade da telomerase.
 
O encurtamento dos telómeros, que constituem as extremidades dos cromossomas, protegendo-os de deterioração, é um importante mecanismo molecular do envelhecimento celular; quando os telómeros deixam de poder proteger o cromossoma, a célula eventualmente morre. 
 
O processo de encurtamento dos telómeros é regulado por várias proteínas, incluindo a telomerase, a qual consegue contrabalançar aquele processo, podendo até alongar os telómeros.
 
Para o estudo, a equipa recrutou 266 participantes jovens e saudáveis que levavam uma vida relativamente sedentária. Os investigadores dividiram os jovens, aleatoriamente, em quatro grupos, atribuindo uma atividade diferente a cada grupo, durante um período de seis meses, com sessões de 45 minutos, três vezes por semana.
 
Um dos grupos praticou exercício físico de endurance que envolveu corrida; o segundo praticou treino de alta-intensidade que incluía sessões de corrida de alta-intensidade, alternadas com corrida lenta e um período de descanso; outro grupo praticou exercícios para ganhar força que envolveram máquinas com pesos para as costas, abdómen, pernas, braços e peito, e remo; finalmente, o quarto grupo, o de controlo, manteve o seu estilo de vida.
 
Dos 124 jovens que terminaram a intervenção, os que tinham praticado exercícios de endurance e de alta-intensidade revelavam o maior comprimento de telómeros e a atividade de telomerase mais elevada, o que promove a capacidade regenerativa e, portanto, um envelhecimento saudável.
 
Os autores observaram que o treino para ganhar força não surtiu os mesmos efeitos benéficos, um achado que consideraram interessante. 

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Referência
Estudo publicado na “European Heart Journal”

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