Qualquer atividade física reduz riscos para a saúde de permanecer sentadoNotícias de Saúde

Terça, 22 de Janeiro de 2019 | 10 Visualizações

Fonte de imagem: Fountain of Health

Um estudo recente demonstrou que as pessoas que permanecem muito tempo sentadas podem diminuir o risco de morte precoce com qualquer tipo e duração de atividade física.
 
“Os nossos achados sublinham uma importante mensagem para a saúde pública em que atividade física de qualquer intensidade ou duração corta o risco de morte prematura na ordem dos 35 por cento”, avançou Keith Diaz, autor principal do estudo, da Faculdade de Médicos e Cirurgiões da Universidade de Columbia, EUA.
 
Num estudo anterior, a equipa de Keith Diaz tinha descoberto que as pessoas adultas que permaneciam longos períodos de tempo sentadas apresentavam um risco mais elevado de morte prematura, em comparação com pessoas que estavam o mesmo período de tempo sentadas, mas que se levantavam e moviam-se com maior frequência.
 
Para a sua investigação, Keith Diaz e equipa contaram com dados de 7.999 pessoas com 45 anos ou mais de idade que tinham integrado um outro estudo sobre a incidência de acidentes vasculares cerebrais nos EUA.
 
Os participantes tinham usado monitores de atividade durante quatro dias para registar a quantidade e intensidade de atividade física praticada. 
 
Os investigadores apuraram o índice de mortalidade nos participantes quatro anos depois, em 2017, e calcularam o efeito da substituição de tempo passado sentados por praticarem atividade física, sobre o seu risco de morte precoce.
 
A equipa concluiu que substituir apenas 30 minutos sentados por atividade física de baixa intensidade poderia baixar o risco de morte prematura em 17%. No entanto, substituir os mesmos 30 minutos por atividade moderada a vigorosa foi associado a 35% de redução no risco de morte.
 
Foi ainda observado que apenas um ou dois minutos de atividade eram também benéficos para a saúde.
 
A equipa concluiu que as pessoas que têm um estilo de vida ou trabalho que envolva longos períodos de tempo sentadas podem beneficiar com uma maior frequência de movimentação, dentro do que lhes é possível.

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Referência
Estudo publicado na “American Journal of Epidemiology”