Psoríase severa associada a maior risco de morteNotícias de Saúde

Segunda, 04 de Setembro de 2017 | 457 Visualizações

Fonte de imagem: Meio Ambiente

Um novo estudo apurou que o risco de morte aumenta para os pacientes que sofrem de psoríase severa.
 
O estudo conduzido por uma equipa de investigadores da Faculdade de Medicina Perelman da Universidade de Pennsylvania, EUA, descobriu que os pacientes que têm 10% ou mais do corpo coberto com psoríase apresentam quase o dobro do risco de morte do que quem não sofre com a doença.
 
Para o estudo, os investigadores usaram, uma medida objetiva da severidade da doença, conhecida como área de superfície corporal, em vez de padrões de tratamento como o facto de o paciente estar a receber tratamento por via oral, injetável ou fototerapia. A área da superfície corporal consiste aqui na medida da percentagem do corpo coberto pela psoríase.
 
Os investigadores liderados por Joel Gelfand, docente de Dermatologia e Epidemiologia, contaram com informação de uma base de dados britânica, em que analisaram 8.760 indivíduos com psoríase e 87.600 sem psoríase. 
 
Foram enviados questionários para os médicos de família dos pacientes para determinar a percentagem da área da superfície corporal coberta pela psoríase. Posteriormente, calcularam o número de mortes em cada grupo por pessoa-anos, que é uma medida que combina o número de pessoas com a quantidade de anos de dados sobre eles na base de dados.
 
Os participantes foram seguidos durante uma média de quatro anos. Durante esse período houve 6,39 mortes por cada 1.000 pessoa-anos em pacientes com psoríase em mais de 10% do seu corpo. Nos pacientes sem psoríase o índice de mortes foi de 3,24 mortes. 
 
Mesmo após terem sido considerados certos fatores de risco, como fumar e obesidade, aquele risco mantinha-se em quase o dobro, em 1,79 vezes mais.
 
“Ao usar a área da superfície corporal, a qual pode ser avaliada numa consulta médica do paciente, podemos melhor perceber quais são os pacientes que correm um maior risco de terem problemas médicos futuros e precisam de cuidados preventivos”, disse Joel Gelfand.

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Referência
Estudo publicado na revista “Journal of Investigative Dermatology”

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