Psoríase: identificados mais marcadores genéticosNotícias de Saúde

Domingo, 28 de Maio de 2017 | 522 Visualizações

Fonte de imagem: Portal de Tratamento Natural

Um novo estudo revelou informação adicional sobre a arquitetura genética da psoríase, constituindo mais um passo para determinar o que nos genes causa a doença.
 
O estudo foi desenvolvido por uma equipa de investigadores da Universidade de Michigan em parceria com outras instituições e consistiu uma meta-análise de grande escala.
 
“Sabemos que há um grupo de genes em jogo, cada um com um efeito relativamente pequeno. Esses genes, combinados com o ambiente fazem com que as pessoas desenvolvam psoríase”, explicou o autor principal do estudo, James Elder, docente de Dermatologia na Escola de Medicina da Universidade de Michigan.
 
“Este estudo identificou mais 16 marcadores genéticos, levando o total para 63 marcadores associados à psoríase”, continuou.
 
Para o estudo, os investigadores contaram com dados de oito coortes diferentes, com um total de mais de 39.000 amostras, tendo sido concentrado na população de origem europeia. No entanto, estão a decorrer estudos noutros grupos populacionais com psoríase, como na Índia e China.
 
“Os investigadores estão-se a concentrar em populações diferentes para cada estudo, de forma a perceber as particularidades dos antecedentes genéticos dessas populações”, afirmou James Elder.
 
A equipa efetuou testes a genomas, tendo comparado as frequências de variantes genéticas entre indivíduos com psoríase e indivíduos de um grupo de controlo. O estudo inclui dados de psoríase diagnosticada por especialistas e indicada pelo próprio doente. Foi apurado que algumas pessoas acham que têm psoríase sem terem recebido um diagnóstico formal.    
 
Após os devidos ajustes relativamente aos falsos positivos, a coorte dos indivíduos que tinham indicado ter psoríase, permitiu aos investigadores identificarem 16 novos marcadores genéticos, confirmando igualmente os marcadores que já tinham sido identificados. 
 
“O acrescento daqueles dados deu-nos realmente a capacidade de vermos mais sinais que não tínhamos visto no passado”, comentou o investigador.
 
Segundo ainda James Elder, embora os medicamentos para a psoríase tenham evoluído muito ao longo dos anos, apenas atuam sobre 5% dos genes identificados, além de serem dispendiosos. No entanto, o especialista considera que surgirão novos tratamentos a partir dos genes identificados.

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Referência
Estudo publicado na revista “Nature Communications”

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