Proteína da soja pode melhorar severidade da doença inflamatória intestinalNotícias de Saúde

Quinta, 04 de Maio de 2017 | 69 Visualizações

Fonte de imagem: source - Colorado

Um novo estudo indicou que a proteína da soja pode constituir uma terapia adicional eficaz nas doenças inflamatórias intestinais.
 
Os resultados do estudo conduzido por uma equipa de investigadores da Universidade de Penn State, EUA, são significativos pois as doenças inflamatórias intestinais (como a colite ulcerosa e a doença de Crohn) são caracterizadas por uma inflamação periódica ou contínua do cólon e representam um fator de risco considerável para o desenvolvimento de cancro do cólon.
 
Para o estudo, que foi liderado por Zachary Bitzer e Amy Wopperer, a equipa substituiu parte das proteínas da alimentação de ratinhos por uma quantidade correspondente de concentrado de proteína de soja, o que perfez cerca de 12%. A determinação daquela quantidade teve por base os equivalentes humanos.
 
Segundo Zachary Bitzer, esta consideração foi devida ao facto de os investigadores pretenderem “arranjar um contexto que iria corresponder a uma situação mais relevante para os humanos”.
 
Os investigadores induziram doença inflamatória intestinal nos ratinhos usados no ensaio. Foi observado que a dose de 12% de concentrado de proteína de soja conseguiu produzir melhorias na perda de peso corporal e no inchaço produzido no baço dos roedores.
 
“O concentrado de proteína de soja mitiga os marcadores de inflamação colónica e a perda da função de barreira do intestino em ratinhos com doença inflamatória intestinal induzida”, comentou Amy Wopperer relativamente aos resultados do ensaio.
 
Devido ao facto de a proteína de soja ser amplamente utilizada na alimentação humana, futuros estudos irão centrar-se em perceber se os resultados deste estudo se poderão verificar também nos humanos.
 
Entretanto, a equipa de investigadores deste estudo irá tentar perceber se os efeitos de redução da inflamação nos cólones dos ratinhos se devem apenas à proteína da soja ou se também se devem à fibra de soja.

 

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Referência
Estudo publicado na “The Journal of Nutritional Biochemistry”