Primeiros anos: em casa ou na creche?Notícias de Saúde

Sexta, 10 de Julho de 2015 | 55 Visualizações

Fonte de imagem: Guiadamae

Decidir se, nos primeiros anos, o bebé vai ficar em casa – ao cuidado dos pais, avós ou de outros familiares de confiança – ou se, pelo contrário, vai entrar na creche nunca é uma decisão fácil ou rápida. Para além de todas as questões logísticas, alguns pais são assaltados pela dúvida sobre o efeito dos dois tipos de experiências no desenvolvimento da criança. Ou seja, coloca-se a eterna pergunta: ela cresce melhor onde?

Recentemente, investigadores irlandeses dedicaram-se a estudar precisamente os efeitos do ambiente familiar e da creche no desenvolvimento infantil e chegaram à conclusão de que os bebés caseiros desenvolvem as capacidades de linguagem mais cedo e mais depressa. No entanto, os pais que optam pela “escolinha” não devem sentir-se angustiados, já que os bebés que saem de casa todos os dias para encontrar os educadores e os amigos possuem, ainda de acordo com os investigadores da Universidade de Maynooth, capacidades motoras acrescidas, em especial na coordenação mãos-olhos.

O estudo, a publicar no final deste mês, garante que nenhuma das opções é melhor que a outra, sendo importante que as crianças até aos três anos experienciem, sempre que possível, os dois tipos de situações. Para chegar a estas conclusões, os cientistas utilizaram o mega-estudo ‘Growing Up in Ireland,’ com uma amostra de 11 mil bebés até aos três anos e 8500 crianças até aos 12 anos.

“Os bebés que frequentam a creche mostram maiores capacidades de motricidade fina, por exemplo quando viram as páginas de um livro ou pegam num pincel, do que os que estão em casa. No entanto, aos nove meses, os bebés cuidados por familiares são mais fortes na aquisição do vocabulário”, pode ler-se no relatório final do trabalho.

Uma das autoras do estudo, Catriona O’Toole garante: “estas conclusões provam que não existe um tipo de cuidado melhor ou mais adequado. As crianças e as famílias são complexas e têm necessidades diferentes” que vão evoluindo com o tempo. Assim “é positivo adotar uma estratégia múltipla, que estimule o desenvolvimento, independentemente do local onde ele se dá”, adianta. “Tanto a família como as estruturas externas de cuidado podem e devem marcar o crescimento das crianças”.

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