Primeiro fome, depois raiva. Ciência explica esta relaçãoNotícias de Saúde

Quarta, 10 de Fevereiro de 2016 | 42 Visualizações

Fonte de imagem: Pixabay

Estudos científicos explicam porque é que uma pessoa com fome é menos simpática ou até mesmo agressiva.

Primeiro a fome, depois a raiva… por ter fome.

São já vários os estudos científicos que explicam o fenómeno ‘hangry’ – junção dos temos ingleses ‘hungry’ (fome) e ‘angry’ (raiva) – que é nada mais do que aquilo que as pessoas sentem quando estão com fome… raiva.

Quando o estômago está vazio (o que acontece quando se está algum tempo sem comer), o corpo sente-se privado de glicose no sangue, o que faz com que o cérebro receba todos os sinais possíveis e imaginários e que impulsionam a agressividade, que é difícil de controlar quando os níveis de glicose estão baixos. Este ciclo vicioso foi comprovado por um estudo de 2011, que explica que os níveis baixos de glicose no sangue provocam o sentimento de raiva que não é controlado porque essa falta de glicose dificulta o autocontrolo.

Também um estudo do ano passado – citado pelo Huffiington Post – revela que a falta de açúcar no sangue é o maior inimigo da serenidade, uma vez que o cérebro fica incapaz de reagir com clareza aos sentimentos negativos que esta carência de glicose provoca (e que faz aumentar a libertação de hormonas negativas, como o cortisol que é responsável pelo stress).

A melhor forma de evitar a raiva causada pela fome é criar o hábito de comer regularmente, a cada três/quatro horas, e apostar em hidratos de carbono de absorção lenta, que aumentam os níveis de saciedade.

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