Primeira sonda de diagnóstico precoce da osteoartrite em desenvolvimentoNotícias de Saúde

Segunda, 15 de Janeiro de 2018 | 37 Visualizações

Fonte de imagem: Worldhealth.

Um projeto europeu visa desenvolver a primeira sonda para diagnóstico precoce da osteoartrite, uma doença degenerativa que afeta 242 milhões de pessoas em todo o mundo, anunciou a agência Lusa.
 
O projeto Miracle é liderado pela Universidade de Oulu, Finlândia, e tem a colaboração do Instituto de Investigação e Inovação da Universidade do Porto (i3S). O projeto tem como objetivo criar e preparar para comercialização a primeira sonda capaz de diagnosticar a osteoartrite, através da utilização de infravermelho médio (MIR).
 
De acordo com comunicado do i3S, esta patologia tem uma alta prevalência na Europa, atingindo cerca de 20 a 40% da população de idosos, com custos elevados para os atuais sistemas de saúde europeus.
 
O dispositivo desenvolvido no âmbito do Miracle (sistema de imagem inovadora de artroscopia de infravermelho médio para exame clínico em tempo real e diagnóstico de doenças degenerativas das articulações) destina-se a ser utilizado durante a artroscopia, uma cirurgia minimamente invasiva que permite examinar os danos no interior de uma articulação.
 
"A tomada de decisão do cirurgião é baseada na inspeção visual e avaliação manual do tecido da cartilagem, que é sempre subjetiva. Se não tratadas ou não corretamente tratadas, as lesões articulares provavelmente avançarão para osteoartrite, com consequente dor nas articulações, limitação de movimentos e, finalmente, incapacidade e necessidade de colocação de implantes", lê-se no comunicado.
 
Com este dispositivo, será possível ao ortopedista avaliar, a nível bioquímico, a cartilagem articular “in vivo”, facilitando assim a tomada de decisão quanto ao tratamento.
 
Além de agregar valor à indústria europeia de equipamentos médicos, os responsáveis pelo projeto pretendem contribuir para a redução do custo de tratamento de pacientes com osteoartrite, para cuidados de saúde pública mais acessíveis e para a promoção do bem-estar da população europeia.
 
O i3S, um dos 13 parceiros a participar no projeto, receberá 440 mil euros para participar nos processos de validação dos protótipos, gerir o percurso regulamentar de cada componente e definir estratégias de comercialização do produto final.
 
Esta abordagem como método de diagnóstico foi demonstrada pelo consórcio, tendo sido já desenvolvido um protótipo de sonda MIR, com uso potencial para diagnóstico.

Partilhar esta notícia
Referência
Estudo do Instituto de Investigação e Inovação da Universidade do Porto

Info-Saúde Relacionados