Prevenção da neuropatia causada pela quimioterapia para breve?Notícias de Saúde

Quinta, 26 de Outubro de 2017 | 64 Visualizações

Fonte de imagem: Vita Sciences

O primeiro fármaco para prevenir o desenvolvimento da neuropatia, induzida pelos tratamentos quimioterápicos, poderá estar disponível em breve.
 
Num estudo conduzido por uma equipa de investigadores do Hospital Universitário de Bellvitge – Instituto Catalão de Oncologia, Espanha, liderada por Jordi Bruna, foi testada com sucesso uma nova molécula que tem a capacidade de prevenir o desenvolvimento da neuropatia periférica induzida pela quimioterapia.
 
Isto verificou-se especialmente no tratamento do cancro do cólon, que é o terceiro neoplasma mais comum a nível mundial.
 
A neuropatia periférica é um dos principais efeitos secundários adversos da quimioterapia, podendo causar a sensação de formigueiro, dor, perda de sensibilidade, alterações na funcionalidade do paciente, e outros, exercendo um impacto negativo sobre a qualidade de vida do mesmo.
 
A nova molécula possui um mecanismo de ação completamente novo e poderá tornar-se no primeiro tratamento contra esta complicação neurológica, considerando que até à data não foi ainda aprovado qualquer tratamento que fosse eficaz. 
 
A unidade HUB-ICO-IDIBELL identificou a nova molécula, a qual, foi desenvolvida pelo laboratório catalão Esteve, e o potencial fármaco foi submetido à Fase 2B de um ensaio clínico.
 
Como resultado, nos pacientes com cancro que tinham tomado o novo fármaco, foi observada uma diminuição na incidência de problemas associados à disfunção nervosa. 
 
Os investigadores explicaram que tiveram que limitar o período de tempo de tratamento com a nova molécula, o que implicou que os participantes tomassem doses inferiores em relação à duração da quimioterapia. 
 
No entanto, os resultados foram igualmente positivos. Sendo assim, os autores consideram que será possível aumentar a duração do tratamento com o fármaco e obter resultados ainda melhores.
 
Os investigadores consideram que, devido ao facto de ser o primeiro na sua área de tratamento, o novo fármaco poderá chegar ao mercado em breve.

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Referência
Estudo publicado na “Neurotherapeutics”

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