Pressão arterial deve ser medida nos dois braçosNotícias de Saúde

Sábado, 01 de Março de 2014 | 258 Visualizações

A pressão arterial deve ser medida nos dois braços uma vez que a diferença entre a pressão sistólica dos dois braços está associada com um aumento significativo de risco de eventos cardiovasculares futuros, defende um estudo publicado no “The American Journal of Medicine”.

A maioria das medições efetuadas à pressão arterial é apenas realizada num dos braços. Apesar de a comunidade científica suspeitar que havia uma associação entre a pressão arterial medida nos dois braços e o risco cardiovascular, até à data não existiam dados suficientemente concretos para apoiar esta hipótese.

Neste estudo, os investigadores do Massachusetts General Hospital, nos EUA, contaram com a participação de 3.390 indivíduos com 40 ou mais anos de idade. No início do estudo nenhum dos participantes tinha doenças cardiovasculares. Os investigadores verificaram que a média absoluta das diferenças entre a pressão arterial dos dois braços era de 4,6mmHg.

Ao longo do período de acompanhamento, que teve uma duração média de 13 anos, foi verificado que 598 dos participantes sofreram o seu primeiro evento cardiovascular, 83 dos quais apresentavam uma diferença na pressão arterial sistólica nos dois braços menor que 10 mmHg.

“Verificámos que um aumento da diferença entre a pressão sistólica dos dois braços estava associada a um aumento da incidência de eventos cardiovasculares, sendo esta associação independente dos fatores de risco cardiovasculares tradicionais”, revelou, em comunicado de imprensa, o primeiro autor do estudo, Ido Weinberg.

O estudo apurou ainda que os indivíduos que apresentam diferenças na pressão arterial dos dois braços tendiam a ser mais velhos, tinham uma maior prevalência de diabetes mellitus, uma maior pressão arterial sistólica e um nível mais elevado de colesterol total.

Com bases nestes achados, os investigadores aconselham os médicos a realizarem a leitura da pressão arterial nos dois braços de forma a obterem resultados mais precisos. ”Mesmos que as diferenças sejam não sejam grandes, estas podem refletir um aumento do risco cardiovascular”, conclui Ido Weinberg.

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Autor
Estudo publicado no “The American Journal of Medicine” / ALERT Life Sciences Computing, S.A.
Referência
investigadores do Massachusetts General Hospital, nos EUA