Pressão arterial baixa associada à mortalidade elevada em idososNotícias de Saúde

Segunda, 16 de Março de 2020 | 15 Visualizações

Fonte de imagem: Medical News Today

Na Universidade de Exeter foi realizada uma investigação que demonstra que a pressão arterial baixa é mais mortal em idosos do que a pressão alta. 
 
Esta investigação foi realizada devido ao facto de vários países terem mudado as diretrizes de monitorização de pressão arterial para encorajar os médicos a tomarem medidas para reduzir a tensão arterial em pacientes. 
 
Para o estudo, foram analisados 415.980 registos clínicos eletrónicos de idosos na Inglaterra, assim como também registos de idosos debilitados, visto que este grupo tinha sido excluído de investigações anteriores.
 
Os investigadores descobriram que idosos com mais de 75 anos e com pressão arterial baixa (abaixo de 130/80) possuíam taxas de mortalidade mais elevadas em comparação com idosos com pressão arterial normal. Isto foi ainda mais evidente em pessoas debilitadas, onde o risco de morte aumentava para 62% durante dez anos de acompanhamento.
 
Apesar de a pressão arterial elevada aumentar o risco de acidentes cardiovasculares como ataques cardíacos, esta não foi associada a uma taxa de mortalidade mais elevada em idosos debilitados acima dos 75 anos.
 
Idosos com idade igual ou superior a 85 anos com pressão arterial elevada tinham, na realidade, taxas de mortalidade mais reduzidas do que os idosos com pressão arterial baixa, independentemente de serem ou não debilitados.
 
Segundo Jane Masoli, líder do estudo, a investigação concluiu que as metas estabelecidas a nível internacional podem não ser as mais indicadas para idosos debilitados. Logo, seriam necessárias mais investigações para determinar a segurança do controlo agressivo da pressão arterial em idosos, e para determinar os tipos de paciente que iriam beneficiar deste controlo.
 
Masoli adverte ainda que tratar a pressão arterial ajuda a prevenir AVCs e ataques cardíacos e que não aconselha que os pacientes deixem de tomar a sua medicação sem consentimento médico.

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Referência
Estudo publicado na revista “Age and Ageing”

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