Pouca libido: mulheres lidam melhor se acharem que desejo sexual mudaNotícias de Saúde

Segunda, 09 de Abril de 2018 | 105 Visualizações

Fonte de imagem: AngkorBeauty

Um novo estudo sugere que as mulheres que consideram que a sua libido mudará ao longo do tempo, conseguem lidar melhor com dificuldades no desejo sexual.
 
O resultado foi de um estudo conduzido por Siobhan Sutherland e Uzma S. Rehman, da Universidade de Waterloo, Canadá, que procurava apurar se a forma como uma mulher vê o desejo sexual – ou seja se consideram que muda ou não ao longo do tempo – afetava a sua capacidade de lidar com dificuldades na área, como a vontade e manutenção da excitação sexual.
 
Para esse propósito, as investigadoras fizeram dois estudos online que envolveram 780 mulheres de várias faixas etárias e etnicidades nos EUA.
 
Nos dois estudos, as participantes foram questionadas sobre diferentes crenças relativamente ao desejo sexual. As mulheres foram depois solicitadas para indicarem o que achavam sobre a possibilidade de terem experienciado ou de virem a experienciar problemas em relação ao desejo sexual.
 
Seguidamente, completaram um teste que media a forma como lidavam com os problemas de desejo sexual.  
 
Os resultados sugerem, que as mulheres que consideravam que o seu desejo sexual poderia mudar e que admitiam vir a ter problemas, apresentavam uma menor propensão para reagirem de forma negativa a eventuais problemas dessa ordem.
 
Por outro lado, as mulheres que consideravam que o desejo sexual não muda, apresentavam uma menor propensão de ultrapassarem problemas relacionados com o desejo sexual. As participantes não possuíam um diagnóstico de disfunção sexual.
 
“As mulheres que acham que o seu desejo sexual permanece o mesmo poderão sentir que os desafios com o desejo sexual, como pouca vontade sexual, são impossíveis de ultrapassar e assim tentam evitar ou ignorar o problema”, explanou Siobhan Sutherland, autora principal do estudo.
 
“Os nossos resultados sugerem que ter a crença que o desejo sexual muda ao longo do tempo pode proteger as mulheres de responderem de forma impotente aos seus problemas sexuais”, concluiu a autora.

Partilhar esta notícia
Referência
Estudo publicado na revista “Journal of Sex & Marital Therapy”

Notícias Relacionadas