Portugueses sabem o que é o colesterol, mas desconhecem os próprios níveisNotícias de Saúde

Sexta, 20 de Abril de 2018 | 21 Visualizações

Fonte de imagem: Cosmos Magazine

A quase totalidade dos inquiridos num estudo afirma saber o que é o colesterol, mas mais de metade desconhece o valor que tem, uma situação mais frequente entre os jovens e que vai diminuindo com a idade, anunciou a agência Lusa.
 
Promovido pela Fundação Portuguesa de Cardiologia (FPC), o inquérito “Os portugueses e o colesterol” decorreu em março e envolveu uma amostra de 1.000 participantes.
 
Mais de metade (58%) dos inquiridos assumiram não saber qual o seu valor de colesterol, um desconhecimento que é muito expressivo nos jovens.
 
A grande maioria (90%) dos jovens, com idades entre os 15 e os 24 anos, disse desconhecer o seu nível de colesterol, valor que desce para os 73% nos inquiridos com idades entre os 25 e os 34 anos e para os 63% nos participantes com idades entre os 35 e os 44 anos.
 
Com o avanço da idade vai diminuindo o desconhecimento das pessoas sobre o seu valor de colesterol: 48% (45-64 anos), 34% (55-64 anos) e 48% (65 e mais anos), indica o estudo.
 
“Isto preocupa-nos um bocado” porque ao desconhecer que têm colesterol não tomam medidas preventivas, mas o “mais preocupante” são os níveis de desconhecimento nos jovens, disse Luís Negrão.
 
O médico destacou como positivo 98% dos inquiridos saberem o que é o colesterol, 97% conhecerem que é uma gordura que circula no corpo e 70% saberem que um valor normal é inferior a 190 mg/dl.
 
A quase totalidade rejeita a ideia de que “a prática regular do exercício físico não traz vantagens para quem tem o colesterol elevado” ou que “os magros não têm que se preocupar com o colesterol”.
 
Apelou ainda aos portugueses para vigiarem o colesterol e “falarem sempre com o médico de família ou o médico assistente para ambos tentarem resolver o problema de colesterol elevado”.
 
Isto porque “há pessoas que largam as estatinas e substituem-nas por suplementos alimentares por acreditarem que fazem melhor ao colesterol”, explicou o médico.

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Referência
Resultados de um inquérito da Fundação Portuguesa de Cardiologia

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