Português estuda relação entre envelhecimento ativo e stressNotícias de Saúde

Quinta, 14 de Janeiro de 2016 | 36 Visualizações

Fonte de imagem: ulisboa

O investigador de Coimbra Ricardo Pocinho iniciou um estudo para perceber se o envelhecimento ativo, nomeadamente a educação e o lazer, têm impacto no combate ao stress na população idosa

O estudo, que já conta com 620 inquiridos de todo o país, pretende perceber se há uma relação entre a capacidade que a pessoa idosa tem para lidar com situações que lhe causam stress e a educação e o lazer, explicou à agência Lusa o investigador Ricardo Pocinho, coordenador de uma pós-graduação em Envelhecimento Ativo e Saudável, na Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Coimbra.

Segundo o investigador, o estudo propõe-se analisar o percurso formativo e educativo das pessoas inquiridas (todas com mais de 65 anos) ao longo da vida, bem como perceber as atividades de lazer que estas frequentam ou frequentaram.

Dessa forma, pretende-se perceber "se a atividade que seja considerada lazer contribui para a capacidade para lidar com problemas" que surgem na vida dos idosos, referiu.

O estudo surge no seguimento de outros dois realizados por Ricardo Pocinho em 2014 e 2015 sobre a importância das universidades seniores na qualidade de vida e bem-estar dos idosos, e sobre o turismo sénior, respetivamente.

A investigação foi criada "pela ideia de continuidade na perceção de fatores" que garantem qualidade de vida em pessoas com mais de 65 anos, apontou.

O objetivo do estudo, financiado com meios do próprio e fora do âmbito de qualquer centro de investigação ou instituição do ensino superior, passa por "traçar um perfil" e definir "estratégias" para que pessoas "com 40 anos saibam qual o caminho para poderem envelhecer ativamente", sublinhou.

De acordo com Ricardo Pocinho, não "são as pessoas de 80 anos que têm de ter estratégias", sendo que o envelhecimento ativo tem de ser pensado antes das pessoas entrarem na terceira idade.

O estudo começou em novembro de 2015 e o investigador espera tê-lo concluído dentro "de três a quatro meses".

Para além de Ricardo Pocinho, o projeto conta ainda com a participação de um psicólogo e uma gerontóloga.

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