Poluição atmosférica pode afetar capacidades cognitivas fundamentais em criançasNotícias de Saúde

Quinta, 30 de Maio de 2019 | 8 Visualizações

Fonte de imagem: Irish News

Um estudo recente sugere que a exposição à poluição atmosférica na gestação e primeiros tempos de vida está associada a uma redução em capacidades cognitivas fundamentais, como memória de trabalho e atenção executiva. 
 
Conduzido por uma equipa de investigadores do Instituto de Barcelona para a Saúde Global (ISGlobal), Espanha, o estudo incluiu 1.221 crianças com sete a 10 anos de idade que frequentavam várias escolas na cidade de Barcelona.
 
As capacidades cognitivas das crianças foram avaliadas através de vários testes computorizados. A exposição à poluição atmosférica em casa, durante a gravidez e infância, foi estimada através de um modelo matemático, com medições reais.
 
Os investigadores apuraram que uma maior exposição a material particulado PM2.5 desde a gravidez até aos sete anos de idade estava associada a pontuações inferiores em testes à memória de trabalho, efetuados entre os sete e os 10 anos de idade.
 
Estes resultados sugerem que a exposição a material particulado fino, ao longo do estudo, tinha um efeito cumulativo, embora as associações tenham sido mais fortes quando considerados os anos mais recentes de exposição.
 
A memória de trabalho é responsável por reter informação temporariamente para manipulação subsequente, desempenhando um papel fundamental na aprendizagem, raciocínio, resolução de problemas e compreensão da linguagem.
 
Contudo, a relação entre a exposição à PM2.5 e uma menor memória de trabalho foi só detetada nos rapazes. Os investigadores não conseguiram perceber o porquê deste facto.
 
A exposição ao material particulado foi ainda associada a uma redução na atenção executiva, tanto em rapazes como em raparigas. A atenção executiva é parte de três redes que perfazem a capacidade de atenção num indivíduo. Está envolvida em formas de atenção de nível elevado, como deteção de erros, resolução de conflitos, inibição de respostas e regulação de pensamentos e sentimentos.

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Referência
Estudo publicado na revista “Environmental Health Perspectives”

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