Pesticidas poderão causar hipertensão em criançasNotícias de Saúde

Quinta, 30 de Maio de 2019 | sem visualizações

Fonte de imagem: Harvard Health

Os pesticidas usados para tratar as flores no Equador que são exportadas para todo o mundo, poderão estar a afetar negativamente a saúde das crianças que vivem perto das culturas, indicou um estudo.
 
Conduzido por investigadores da Faculdade de Medicina da Universidade da Califórnia em San Diego, EUA, o estudo detetou uma associação entre tensões arteriais e exposição a pesticidas mais elevadas em crianças, e um período de maior pulverização de pesticidas na altura da colheita de flores, perto dos campos de cultivo naquele país.
     
A produção de rosas, muito forte no Equador, está dependente do uso de inseticidas, fungicidas e outros controlos de pragas. Porém, pouco se sabe sobre o efeito daqueles produtos sobre a saúde humana.
 
Os investigadores liderados por Jose Suarez avaliaram 313 meninos e meninas com idades compreendidas entre os quatro e os nove anos e que residiam em comunidades de cultivo de flores no Equador. 
 
“Observámos que as crianças examinadas menos tempo após a colheita do Dia da Mãe apresentavam exposições mais elevadas a pesticidas e tensões arteriais sistólicas e diastólicas mais altas em comparação com crianças examinadas mais tarde. Adicionalmente, as crianças que tinham sido examinadas no espaço de 81 dias após a colheita eram três vezes mais propensas a terem hipertensão do que as examinadas entre 91 e 100 dias”, disse Jose Suarez.
 
Embora os estudos sobre os efeitos dos pesticidas sobre a saúde cardiovascular sejam reduzidos, o investigador indicou que parece que inseticidas como os organofosfatos podem aumentar a tensão arterial. Os organofosfatos e muitas outras classes de inseticidas e fungicidas são bastante utilizados para tratar flores antes de serem exportadas.
 
Num estudo anterior, Jose Suarez e equipa tinham detetado que as crianças examinadas menos tempo após a colheita demonstravam desempenhos mais fracos em tarefas que exigiam atenção, autocontrolo, processamento visuoespacial e sensoriomotor do que as crianças examinadas posteriormente.

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Referência
Estudo publicado na “Environmental Research”

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