Períodos mais longos de jejum diurno poderão beneficiar saúde e longevidadeNotícias de Saúde

Sábado, 15 de Setembro de 2018 | 17 Visualizações

Fonte de imagem: Find An Online Life Coach

O aumento dos intervalos entre refeições demonstrou beneficiar a saúde geral e proporcionar uma maior longevidade em ratinhos-macho, em relação a refeições mais frequentes, foi o resultado de um novo estudo.
 
O estudo que foi conduzido por uma equipa de investigadores de várias instituições de investigação, liderada por Rafael de Cabo, revelou ainda que os benefícios foram observados independentemente do tipo de alimentação ou calorias consumidas pelos roedores.
 
Para a sua investigação, os investigadores dividiram aleatoriamente 292 ratinhos em dois grupos com alimentações distintas. Um dos grupos recebeu uma dieta baseada em produtos naturais, com um teor mais baixo de gordura e açúcares purificados e superior em fibra e proteína do que a outra dieta.
 
Os ratinhos de ambos os grupos foram depois divididos em três subgrupos, com base na frequência de acesso a alimentos: um grupo tinha acesso permanente a alimentos, um segundo grupo foi alimentado com 30% menos calorias que o primeiro grupo e o terceiro grupo teve acesso ao mesmo número de calorias que o primeiro grupo, mas apenas numa única refeição diária.
 
Tanto os ratinhos que tinham acesso apenas a uma refeição por dia, como os que tinham restrição calórica aprenderam a comer mais rapidamente, quando havia alimentos, o que resultou em períodos de jejum mais alargados para ambos os grupos.
 
Os ratinhos tiveram a saúde metabólica monitorizada ao longo da vida até morrerem de forma natural, tendo sido depois autopsiados. 
 
Foi observado que ambos os ratinhos do grupo da refeição única, como os do grupo de restrição de calorias tinham demonstrado melhorias na saúde em geral, evidenciadas em atrasos nos problemas relacionados com o envelhecimento a nível do fígado e outros órgãos e numa maior longevidade.
 
Os ratinhos com restrição de calorias demonstraram ainda melhorias nos níveis de glicose em jejum e de insulina, em relação a outros grupos. Curiosamente, não foi detetado um impacto significativo da composição da dieta sobre a longevidade dos ratinhos da refeição diária única e da restrição calórica.
 
Os investigadores especulam que os períodos alargados de jejum poderão permitir mecanismos de reparação e manutenção que estariam ausentes com uma exposição contínua a alimentos.

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Referência
Estudo publicado na “Cell Metabolism

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