Perigo de paragem cardíaca pode ser aumentado com níveis inferiores de cálcioNotícias de Saúde

Segunda, 09 de Outubro de 2017 | 8 Visualizações

Fonte de imagem: Huffingtonpost

Um novo estudo sugere que os indivíduos que possuem níveis mais baixos de cálcio no sangue apresentam uma maior propensão para sofrerem uma paragem cardíaca.
 
A paragem cardíaca é fatal em mais de 90% dos casos. Mais de metade dos homens e quase 70% das mulheres que morrem em consequência de uma paragem cardíaca não possuíam um histórico clínico de doença cardíaca. Mais: segundo as diretrizes atuais, muitos indivíduos que sofrem uma paragem cardíaca não teriam sido considerados como sendo de alto risco.
 
O estudo, foi conduzido por uma equipa de investigadores do Instituto do Coração Cedars-Sinai, Los Angeles, EUA, e procurou identificar formas fáceis e não dispendiosas de prever que grupo populacional corre mais riscos de paragem cardíaca.
 
A equipa liderada por Sumeet S. Chugh debruçou-se sobre a monitorização dos níveis de cálcio sérico, que é fácil e acessível.
 
Para a investigação a equipa contou com dados do Estudo da Morte Súbita Inesperada de Oregon (“Oregon Sudden Unexpected Death Study”, na versão original), que incluía 267 casos de paragem cardíaca e 445 controlos, cujos níveis de cálcio sérico tinham sido medidos no decorrer de cuidados médicos de rotina.
 
Todos os casos de paragem cardíaca tinham tido os níveis de cálcio medidos 90 dias antes do episódio. 
 
“O nosso estudo descobriu que os níveis de cálcio sérico eram mais baixos nos indivíduos que tinham tido paragem cardíaca do que no grupo de controlo”, revelou o autor principal do estudo.
 
“Os pacientes com cálcio sérico no quartil mais baixo (<8.95 mg/dL) apresentavam o dobro da possibilidade de terem uma paragem cardíaca comparados com os no quartil mais elevado (>9.55 mg/dL), mesmo após terem sido controladas múltiplas características de pacientes, incluindo dados demográficos, fatores de risco cardiovascular e comorbidades, e uso de medicação”, explanou.  
 
Adicionalmente, foi verificado que os casos de paragem cardíaca eram muito mais prevalentes em pacientes de origem africana, pacientes com diabetes, doença pulmonar obstrutiva crónica e doença renal crónica. 
 
“O nosso estudo demonstrou que os níveis mais baixos de cálcio sérico, mesmo os que se encontram dentro dos valores normais, podem fazer aumentar o risco de morte súbita cardíaca”, acrescentou Hirad Yarmohammadi, autor principal do estudo.

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Referência
Estudo publicado na revista “Mayo Clinic Proceedings”