Perfil metabólico pode determinar prognóstico no cancro da próstataNotícias de Saúde

Sexta, 30 de Março de 2018 | 19 Visualizações

Fonte de imagem: Medical News Today

Uma nova abordagem na análise do tecido da glândula prostática poderá ajudar a superar um enorme desafio no tratamento do cancro da próstata: identificar os tumores com pouca possibilidade de progressão e os que poderão ser agressivos e potencialmente fatais, e com necessidade de tratamento.
 
Desenvolvida por uma equipa de investigadores do Hospital Geral de Massachusetts, EUA, a nova abordagem contempla a análise de metabolitos celulares (proteínas produzidas como resultado do processo metabólico) em tecido aparentemente benigno de cancro da próstata, como determinante do grau e estádio do tumor, assim como prognosticador do risco de recorrência.
 
Para o estudo, a equipa analisou amostras de tecido da próstata benigno de mais de 150 homens com diagnóstico de cancro da próstata que tinha implicado a completa remoção da glândula prostática. Para a análise, os investigadores usaram espetroscopia de ressonância magnética que reflete a atividade bioquímica nos tecidos. 
 
Devido ao facto de este ser um estudo retrospetivo de pacientes que tinham sido diagnosticados até 15 anos anteriormente, a equipa teve acesso à análise patológica da glândula prostática e aos resultados para cada paciente.
 
Numa primeira fase, a equipa analisou amostras benignas de 82 pacientes para identificarem alterações metabólicas que pareciam refletir fatores prognosticadores chave: grau do tumor, estádio, extensão do tumor e a possibilidade de recorrência. 
 
A equipa analisou separadamente amostras dos outros 76 pacientes e encontrou as mesmas associações entre os níveis dos metabolitos, grau/estado e risco de recorrência. 
 
Mais especificamente, os perfis metabólicos do que aparentava ser tecido da próstata benigno diferenciaram os tumores agressivos dos não agressivos, e tumores que se tinham espalhado pela glândula prostática dos confinados a uma área limitada.
 
Leo L. Cheng, autor correspondente do estudo, avançou que com o método de deteção do cancro da próstata – o aumento dos níveis de PSA (“prostate specific antigen”, ou seja, antigénio específico da próstata), seguido de biópsia, muitas vezes não consegue diferenciar entre casos indolentes, não agressivos da doença e casos agressivos.
 
“A medição da atividade metabólica de um tumor numa biópsia, mesmo em tecido histologicamente benigno, poderá ajudar a determinar se um paciente deve fazer uma prostatectomia ou para os que têm uma doença menos agressiva, podem iniciar monitorização ativa com paz de espírito”, esclareceu o investigador.

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Referência
Perfil metabólico pode determinar prognóstico no cancro da próstata

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