Perder peso e fazer exercício físico pode reduzir risco de cancro colorretalNotícias de Saúde

Quarta, 19 de Dezembro de 2018 | sem visualizações

Fonte de imagem: Harvard Health

A prática de exercício físico após a perda de peso poderá reduzir o risco de cancro colorretal, indicou um estudo.
 
O estudo que foi efetuado por uma equipa internacional de investigadores da Universidade de Ottawa no Canadá e pela Universidade de Illinois em Urbana-Champaign, EUA, demonstrou que a prática de atividade física causa alterações benéficas na medula óssea. 
 
O cancro colorretal tem vindo a aumentar em adultos mais jovens e, ao que parece, a obesidade e a falta de exercício físico fazem aumentar o risco de se desenvolver este tipo de cancro. Por outro lado, estudos recentes demonstraram que as células da medula óssea produtoras de sangue (células hematopoéticas) estão relacionadas com o desenvolvimento de tumores cancerígenos no cólon.
 
Os investigadores deste estudo procuraram perceber como é que a perda de peso através da alimentação e do exercício físico afetam as células hematopoéticas e diminuem o risco de cancro.
 
Para a sua investigação, a equipa alimentou ratinhos com cancro colorretal com uma dieta rica em gordura. Os ratinhos ficaram obesos, tendo depois voltado a receber uma alimentação normal até ao fim do estudo.
 
Após dois meses a perderem peso, com a dieta normal, metade dos ratinhos foi posta a praticar exercício físico diariamente e a outra metade manteve-se sedentária.  
 
Como resultado, mesmo após terem perdido peso, os ratinhos sedentários apresentavam níveis mais elevados de inflamação no cólon e na medula óssea e ainda maior acumulação de gordura na medula óssea. Verificaram-se ainda alterações nas células hematopoiéticas causadoras de inflamação, em consequência do sedentarismo.
 
O índice de formação tumoral nos ratinhos do grupo do exercício físico era semelhante ao índice dos ratinhos do grupo de controlo que tinham sido expostos a células cancerígenas, mas que não tinham sido obesos. 
 
“A obesidade instiga alterações duradouras no desenvolvimento de células sanguíneas e no microambiente da medula óssea que persistem mesmo após o peso e composição corporal terem melhorado”, escreveram os autores.

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Referência
Estudo publicado na “American Journal of Physiology-Endocrinology and Metabolism”

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