Perda de gravidez associada a maior risco cardiovascularNotícias de Saúde

Quinta, 13 de Dezembro de 2018 | 4 Visualizações

Fonte de imagem: Huffingtonpost

As mulheres que tenham perdido uma gravidez e não tenham depois filhos apresentam um maior risco de doenças cardiovasculares numa fase posterior, em relação às que têm um ou dois filhos, indica um novo estudo.
 
O estudo conduzido por investigadores da Universidade de Cambridge, Reino Unido, e Universidade da Carolina do Norte, EUA, apurou ainda que as mulheres que têm cinco ou mais filhos correm igualmente um risco mais elevado de desenvolverem aquele tipo de doenças.
 
Para o estudo, os investigadores analisaram dados de mais de 8.500 mulheres nos EUA com idades compreendidas entre os 45 e os 64 anos, ao longo de um período de 30 anos, entre 1987 e 2016.
 
Os dados analisados incluíam informação sobre doenças cardiovasculares como ataques cardíacos e acidentes vasculares cerebrais (AVC) e relatos das participantes relativamente ao número de gravidezes e partos e ainda amamentação. 
 
Os investigadores identificaram 138 mulheres que tinham relatado terem perdido gravidezes e não terem tido filhos, 3.108 mulheres que tinham tido um ou dois filhos, 3.126 com três a quatro filhos e 1.964 com cinco ou mais filhos.
 
Foi apurado que as mulheres que tinham experienciado perdas de gravidezes e que não tinham tido filhos apresentavam um risco 64% mais elevado de doença coronária e 46% superior de insuficiência cardíaca em comparação com as mulheres com um ou dois filhos. 
 
Por outro lado, as mulheres que tinham tido cinco ou mais partos corriam um risco 38% superior de sofrerem um ataque cardíaco grave, independentemente do período que tinham passado a amamentar. 
 
A equipa indicou possíveis razões para a associação entre partos múltiplos e o risco cardiovascular: as várias gravidezes podem resultar em alterações duradouras no corpo como ganho de peso, especialmente na região abdominal, e níveis mais elevados de colesterol. No entanto, não é evidente se o aumento do risco será devido às várias gravidezes ou ao stress provocado por criar muitos filhos.
 
Relativamente às mulheres com perda de gravidez e ausência de filhos, o risco acrescido de doenças cardiovasculares poderá refletir o risco já identificado após um historial de aborto espontâneo. Especula-se que os mecanismos subjacentes à relação entre o aborto espontâneo e a doença coronária poderá passar por doenças do sistema imunitário, doenças crónicas e disfunção do endotélio. 

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Referência
Estudo publicado na revista “The Journal of Women's Health”

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