Perda de dentes associada a declínio nos mais velhosNotícias de Saúde

Sexta, 02 de Janeiro de 2015 | 27 Visualizações

Uma equipa de investigadores descobriu que a perda de dentes poderá estar associada ao declínio físico e mental nos mais velhos.
 
Segundo os investigadores da Universidade College London, no Reino Unido, esta associação poderá servir como potencial marcador de declínio nas pessoas com idade mais avançada.
 
A equipa recolheu dados de um estudo longitudinal sobre o envelhecimento, tendo estabelecido comparações de desempenho em testes de memória e de velocidade de marcha entre participantes que não possuíam qualquer dente natural e outros que tinham alguns dos seus dentes naturais.
 
Os participantes que tinham perdido todos os seus dentes obtiveram resultados 10% piores nos testes à memória e à velocidade de marcha do que aqueles que conservavam alguns dos seus dentes naturais.
 
No entanto, após terem tomado em conta fatores como sexo, idade, estatuto socioeconómico, hábitos de tabagismo e de consumo de bebidas alcoólicas, saúde física, etc., a associação entre a perda de dentes total e o desempenho nos testes de memória desvaneceu-se.
 
Por outro lado, quando os fatores acima mencionados foram tomados em conta, a associação entre a perda de dentes total e a velocidade de marcha continuou a ser significativa.
 
A equipa de investigadores identificou também uma associação entre a perda total de dentes e uma memória mais debilitada, bem como uma velocidade de marcha, 10 anos mais tarde, sendo este fenómeno acentuado nas pessoas na faixa etária dos 60 aos 74 anos de idade, em comparação com as quem tinham mais de 75 anos.
 
Georgios Tsakos, do Departamento de Epidemiologia e Saúde Pública daquela universidade britânica e autor principal do estudo considera que as causas da perda total de dentes e o declínio físico e mental estão frequentemente associadas ao estatuto socioeconómico do indivíduo.
 
O autor salienta a importância de existirem “determinantes sociais mais abrangentes, como a educação e a saúde para o melhoramento da saúde oral e geral dos membros da sociedade mais desfavorecidos financeiramente”. 

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Referência
Estudo publicado no “Journal of the American Geriatrics Society”

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