Pequeno-almoço de pouca qualidade afeta saúde cardiovascular em criançasNotícias de Saúde

Quinta, 18 de Outubro de 2018 | 32 Visualizações

Fonte de imagem: Friendly's

As crianças que consomem pequenos-almoços com pouca qualidade nutricional e uma maior densidade energética (mais calorias por grama de alimento) podem apresentar um maior risco cardiovascular, indicou um estudo.
 
O estudo que foi conduzido por uma equipa de investigadores do Instituto ISFOOD e da Universidade de Granada, ambos em Espanha, contou com a participação de 203 crianças, com excesso de peso e idades entre os 8 e os 12 anos, cujos hábitos alimentares foram analisados.
 
Foi apurado que 13% dos pequenos participantes que não tomavam o pequeno-almoço diariamente ou tomavam um pequeno-almoço pobre em termos nutricionais e com maior densidade energética apresentavam níveis mais elevados de colesterol e de ácido úrico no sangue, e uma maior resistência à insulina.
 
Com efeito, um pequeno-almoço com maior densidade energética afeta negativamente o metabolismo da glicose, mesmo nas crianças que praticam a atividade física diária recomendada: 60 minutos de intensidade moderada a vigorosa.
 
A equipa concluiu que os programas de educação nutricional vocacionados para melhorarem a saúde cardiovascular e metabólica das crianças deveriam centrar-se na redução do consumo de alimentos de grande densidade energética, como produtos muito processados que frequentemente fazem parte dos pequenos-almoços infantis. 
 
Idoia Labayen, uma das investigadoras do estudo lembrou que o pequeno-almoço não é só a primeira refeição do dia, mas a que pode ser considerada a mais importante. 
 
“Apesar disto, muitas crianças vão para a escola sem terem tomado o pequeno-almoço, o que significa que ao almoço têm mais fome, podendo comer mais do que deveriam. A falta do pequeno-almoço já foi anteriormente correlacionada com gordura excessiva e outras doenças associadas, pelo que promover o pequeno-almoço é agora usado como parte da estratégia de prevenção da obesidade infantil”, concluiu. 

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Referência
Estudo publicado na “Nutrients”

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