Paciente com paralisia move membros com a ajuda de um chip cerebralNotícias de Saúde

Segunda, 30 de Junho de 2014 | 142 Visualizações

( Neurocirurgiões Milind Deogaonkar, à esquerda, e Ali Rezai, à direita, do Wexner Centro Médico da Universidade de Ohio a realizar uma cirurgia no cérebro, para implantar a tecnologia Neurobridge a um jovem de 22 parcialmente paralisado )

Investigadores da Universidade de Ohio e do Centro Battelle desenvolveram um dispositivo, o Neurobridge, que permitiu, pela primeira vez, que um paciente com paralisia movesse os dedos e as mãos.

Este novo dispositivo liga o cérebro diretamente aos músculos, o que faz com que o paciente tenha um controlo voluntário e funcional do membro paralisado. Ian Burkhart, um paciente de 23 anos tetraplégico, foi o primeiro a fazer parte deste ensaio clínico, o qual prevê testar o Neurobridge noutros cinco pacientes.

De acordo com o líder do estudo, Chad Bouton, este dispositivo funciona de um modo similar ao “bypass” coronário, mas neste caso os sinais elétricos do cérebro contornam as zonas danificadas e são enviados diretamente para o músculo.

Esta tecnologia combina algoritmos, que aprendem e descodificam a atividade cerebral do paciente, e uma estimulação muscular de alta definição que traduz os impulsos neuronais do cérebro e transmite novos sinais para o membro paralisado.

( Como o Neurobridge funciona )

Os investigadores referem que esta tecnologia demorou bastante tempo a ser construída, tendo levado cerca de uma década para desenvolverem os algoritmos, o software e a manga estimuladora.

Em abril deste ano, Ian Burkhart foi submetido a uma intervenção cirúrgica que envolveu o implante de um pequeno chip numa região do cérebro denominada por córtex motor, que controla os movimentos do braço e da mão. O chip interpreta os sinais cerebrais e envia-os para um computador que os recodifica e os envia para uma manga que estimula os músculos a executarem os movimentos. Apenas numa décima de segundo os pensamentos do paciente são traduzidos em movimentos.

Os investigadores esperam que esta tecnologia possa, no futuro, ajudar os pacientes afetados por vários danos cerebrais e da espinal medula, como aqueles que sofreram um AVC ou um dano cerebral traumático.

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Referência
Investigadores da Universidade de Ohio e do Centro Battelle