Oxigenoterapia em ataque cardíaco não previne insuficiência cardíacaNotícias de Saúde

Quarta, 05 de Setembro de 2018 | 389 Visualizações

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Um estudo recente demonstrou que tratar um paciente de ataque cardíaco com oxigénio não previne o desenvolvimento de insuficiência cardíaca.
 
O oxigénio é usado em pacientes com ataque cardíaco há mais de 100 anos, apesar de não haver provas científicas a demonstrarem que este tratamento tenha um efeito benéfico em pacientes com níveis de oxigénio normais no sangue. Desde há alguns anos, os cientistas começaram a questionar a eficácia da oxigenoterapia nos ataques cardíacos.
 
Conduzido por uma equipa de investigadores do Instituto Karolinska, na Suécia, o estudo provou ainda que a oxigenoterapia não reduz o risco de morte, a longo prazo, de pacientes com suspeita de ataque cardíaco.
 
Os autores do estudo esperam que os resultados apurados exerçam um impacto global nas atuais recomendações de cuidados de saúde prestados em pacientes com ataque cardíaco.
 
Para o estudo, conhecido como DETO2X-AMI, os investigadores contaram com a participação de 35 hospitais na Suécia, onde tinham sido tratados, de forma aleatória, 6.629 pacientes com sintomas de ataque cardíaco, com ou sem oxigénio.
 
Como resultado, a equipa observou que embora não fosse prejudicial, a oxigenoterapia em dose moderada não aumentava os índices de sobrevivência dos pacientes ou reduzia complicações como o desenvolvimento de insuficiência cardíaca ou outro ataque cardíaco.
 
Robin Hoffman, investigador neste estudo avançou que “o nosso estudo preencheu uma lacuna central no conhecimento relativamente a tratar pacientes que sofrem um ataque cardíaco”.
 
“Há um ano atrás conseguimos confirmar que a oxigenoterapia não parece reduzir o risco de se morrer um ano após o ataque cardíaco. Podemos agora substanciar esses achados com uma perspetiva a longo prazo e demonstrar que a oxigenoterapia não reduz o desenvolvimento de insuficiência cardíaca, a complicação mais preocupante dos ataques cardíacos”.

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Referência
Estudo publicado na revista “Circulation”

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