Osteoporose: novo tratamento com erva tradicional chinesa previne perda ósseaNotícias de Saúde

Sexta, 01 de Setembro de 2017 | 273 Visualizações

Fonte de imagem: Coração e Vida

Uma erva usada na medicina tradicional chinesa foi incluída num novo tratamento para a osteoporose, o qual evita a perda óssea, sem provocar efeitos secundários.
 
Num estudo conduzido por investigadores da Universidade de British Columbia, Canadá, foi retirado um composto da sálvia vermelha que consegue bloquear, de forma seletiva, uma enzima conhecida como Catepsina K, que está ativamente envolvida na degradação do colagénio nos ossos com a osteoporose. 
 
Dieter Brömme, que participou neste estudo avançou que “o desenvolvimento de fármacos para a osteoporose pelas empresas farmacêuticas tem-se centrado fortemente no bloqueio da CatK [Catepsina K] nos últimos anos”.
 
“Todos os ensaios clínicos até à data falharam devido aos efeitos secundários que variam entre o AVC, a fibrose na pele e problemas cardiovasculares. Descobrimos uma forma de bloquear a CatK unicamente em tecido ósseo e consideramos que evitará esses outros efeitos negativos”, explicou.
 
O composto derivado da sálvia vermelha foi testado em células ósseas humanas e de ratinhos e em ratinhos. Foi observado que o composto conseguiu prevenir a perda óssea e fez aumentar a densidade mineral óssea dos ratinhos em 35%, em comparação com o grupo de controlo.
 
A sálvia vermelha é usada na medicina tradicional chinesa para tratar problemas ósseos e já tinha sido investigada relativamente à possibilidade de bloquear a atividade da CatK de forma limitada.
 
“A CatK é uma enzima multifuncional que desempenha funções importantes noutras partes do organismo e achamos que bloqueá-la completamente é o que causa os efeitos secundários inesperados dos outros fármacos”, afirmou Preety Panwar, investigadora no laboratório de Dieter Brömme.
 
“O nosso composto apenas bloqueia a atividade da CatK na degradação do colagénio, evitando a degradação descontrolada do colagénio nos ossos sem outros impactos negativos”, acrescentou. 
 
O novo tratamento poderá potencialmente ser usado para tratar várias doenças dos ossos e cartilagens e mesmo alguns cancros dos ossos. 

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Referência
Estudo publicado na revista “Journal of Bone & Mineral Research”

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