Osteoporose: descoberto composto que regenera ossosNotícias de Saúde

Terça, 04 de Abril de 2017 | 337 Visualizações

Fonte de imagem: EurekAlert

Uma equipa de investigadores conduziu um estudo que demonstrou que o tratamento com o peptídeo conhecido como CK2.3 promoveu a recuperação de ossos muito degradados por osteoporose.
 
O estudo conduzido pela Universidade de Delaware, EUA, resultou de uma parceria entre investigadores de áreas distintas: Anja Nohe, bióloga, e Prasad Dhurjati, matemático e engenheiro, que em conjunto construíram um modelo matemático com a dosagem exata de CK2.3 necessária para tratar humanos.
 
A bióloga Anja Nohe demonstrou que o tratamento de um ratinho com o referido peptídeo fez aumentar a densidade mineral dos ossos; o matemático e engenheiro Prasad Dhurjati calculou, através do modelo matemático, as doses estimadas de CK2.3 necessárias para tratar os ossos de um ser humano. 
 
A equipa da bióloga reproduziu o peptídeo CK2.3 e demonstrou a sua eficácia na recuperação de densidade mineral óssea num ratinho através do bloqueio da interação entre a proteína CK2 e a proteína BMPR1a. Este bloqueio permite o aumento dos osteoblastos, que são as células responsáveis pela formação de novo osso. 
 
A equipa de Prasad Dhurjati usou a informação da equipa de Anja Nohe para calcular as dosagens ideais necessárias para humanos saudáveis e para humanos com osteoporose. Segundo o matemático, os humanos e os ratos são diferentes de muitas formas, sendo que este cálculo é bem mais complexo do que o simples ajuste do peso, por exemplo.
 
O matemático usou um modelo que permite calcular a forma como as moléculas de um fármaco se distribuem por diferentes partes do organismo. Neste caso em concreto, Prasad Dhurjati precisava saber qual seria a concentração de CK2.3 na área onde o osso é formado. Após obter esta informação, foi usado outro modelo matemático para calcular a densidade mineral óssea. 
 
Todas estas considerações evitam que determinado remédio se torne uma toxina. O modelo permite calcular a quantidade a administrar, frequência, via (oral ou injetável) e ajustes de idade, peso, sexo, estado de saúde geral e outros. 
 
Segundo o matemático, Anja Nohe acredita em modelos. “São duas culturas diferentes. A biologia concentra-se em dados qualitativos e a engenharia apoia-se mais em modelos matemáticos. Mas se as duas culturas conseguirem comunicar, isso irá trazer novas formas de encarar o mesmo problema”. 
 
A perda de densidade mineral óssea é afetada por dois processos: formação do osso e degradação do mesmo. Os tratamentos atualmente prescritos obrigam a dois tipos de fármaco para combater ambos os processos. O peptídeo CV2.3 é o único que faz diminuir a degradação óssea e faz aumentar simultaneamente a formação de osso.

Partilhar esta notícia
Referência
Estudo publicado na revista “Pharmacometrics and Systems Pharmacology”

Notícias Relacionadas