Os notívagos vivem em desvantagemNotícias de Saúde

Quinta, 21 de Fevereiro de 2019 | 6 Visualizações

Fonte de imagem: A Soma de Todos os Afetos

Os notívagos vivem em desvantagem em relação aos madrugadores devido a diferenças fundamentais na sua função cerebral que dificultam o desempenho de um horário normal de trabalho, indicou um estudo. 
 
Conduzido por investigadores da Universidade de Birmingham, Reino Unido, o estudo revelou que os notívagos (que se deitam em média às 2.30 horas da manhã e se levantam às 10.15 horas da manhã) possuem menos ligações cerebrais em certas regiões do cérebro associadas à manutenção do estado consciente.
 
Esta menor ligação cerebral foi associada a um pior nível de atenção, reações mais lentas e maior sonolência ao longo das horas de um horário típico de trabalho. 
 
Estes achados foram o resultado da análise de 38 voluntários identificados como sendo notívagos ou madrugadores, através dos ritmos fisiológicos (índices de melatonina e cortisol), monitorização dos ciclos de sono e vigília e respostas de questionários.
 
Os voluntários foram submetidos a ressonância magnética seguida de uma série de tarefas que incluíam sessões de avaliação efetuadas a diferentes alturas do dia, entre as oito horas da manhã e as oito horas da noite. Finalmente, os voluntários foram ainda questionados sobre o seu nível de sonolência.
 
Foi observado que os madrugadores relatavam sentir-se menos sonolentos e apresentavam tempos de reação mais rápidos nas tarefas efetuadas ao início da manhã, com resultados significativamente superiores aos dos notívagos. 
 
Por outro lado, os notívagos sentiam-se menos sonolentos e apresentavam tempos de reação mais rápidos às oito horas da noite. Contudo aquele desempenho não foi significativamente melhor do que o dos madrugadores, o que demonstra que os notívagos têm uma maior desvantagem de manhã. 
 
Mais, as ligações cerebrais nas regiões que podiam prever um melhor desempenho e menos sonolência eram substancialmente mais elevadas nos madrugadores, a todas as horas do dia.
 
Estes achados sugerem que as ligações cerebrais em estado de repouso nos notívagos são afetadas durando um horário normal, ou seja, entre as oito horas da manhã e as oito horas da noite. 
 
“Um enorme número de pessoas sente dificuldades em dar o seu melhor durante as horas de trabalho ou de escola, para as quais não está preparado. Há uma enorme necessidade de aumentarmos a nossa perceção sobre estes temas de forma a minimizar os riscos para a saúde na sociedade, assim como maximizar a produtividade”, comentou Elise Facer-Childs, autora principal do estudo.

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Referência
Estudo publicado na revista “Sleep”

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