Os micróglios têm um papel na depressãoNotícias de Saúde

Quarta, 15 de Janeiro de 2014 | 115 Visualizações

Até agora, as pesquisas realizadas sobre os mecanismos biológicos da depressão concentravam-se principalmente nos neurônios. Agora, cientistas israelenses examinam mais de perto um tipo diferente de célula. O estudo foi publicado no periódico "Molecular Psychiatry". Ele mostra que os micróglios possuem um papel importante no desenvolvimento de depressões.

Pesquisadores da Universidade Hebraica de Jerusalém expuseram camundongos a estresse crônico durante um período de cinco semanas. Os animais desenvolveram sintomas comportamentais e neurológicos que correspondem aos da depressão em humanos.

Durante a primeira semana, devido à presença aumentada de moléculas de inflamação, os micróglios passaram por uma fase de proliferação e ativação. Contudo, isso causou a morte de algumas células. Durante as seguintes semanas, houve duas mudanças: o número de micróglios diminuiu ou eles apareceram de uma forma degenerada.

No entanto, quando cientistas administraram aos animais drogas que estimulam os micróglios, o número dessas células aumentou para níveis normais, e os sintomas depressivos desapareceram dentro de poucos dias. "Isso sugere novas vias para estudos com drogas, em que estimulantes de micróglios poderiam funcionar como antidepressivos de ação rápida para algumas formas de depressão e condições relacionadas ao estresse", afirmou o autor principal, Raz Yirmiya.

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Autor
Molecular Psychiatry / Univadis
Referência
Universidade Hebraica de Jerusalém

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