Opiáceos associados a maior risco de queda e morte em idososNotícias de Saúde

Sexta, 27 de Abril de 2018 | 17 Visualizações

Fonte de imagem: Insurance Thought Leadership

Um novo estudo estabeleceu uma associação entre o uso de opiáceos por idosos e um maior risco de quedas e morte em pessoas idosas.

As quedas constituem uma das maiores causas de lesões e morte nos idosos. Raoul Daoust, do Hospital do Sacré-Coeur de Montreal e da Universidade de Montreal, Quebeque, Canadá, e equipa propuseram-se analisar os efeitos do uso de opiáceos sobre o risco de queda naquela população, pois essa associação tem sido inconsistente.

Os investigadores contaram com dados de 67.929 pacientes, com 65 anos e mais de idade, e com uma mediana de idades de 81 anos, sendo a maioria (69%) dos pacientes constituída por mulheres.

Os pacientes tinham sido admitidos num dos 57 centros de traumatismos na província do Quebeque, na sequência de lesões. A grande maioria das causas (92%) das lesões foi atribuída a quedas. 59% foram submetidos a intervenções cirúrgicas para tratar as lesões, tendo ficado hospitalizados durante bastante tempo, perfazendo uma mediana de 12 dias.

Ao analisarem a prescrição de opiáceos aos pacientes, nas duas semanas anteriores às lesões, os investigadores descobriram que os que tinham recebido uma prescrição daqueles fármacos durante aquele período apresentavam um risco 2,4 superior de sofrerem uma queda que causasse lesões. 

Os pacientes que tinham sofrido uma queda associada ao uso de opiáceos eram também mais propensos a morrerem durante o internamento hospitalar.

“Este estudo confirma uma associação entre o uso recente de opiáceos e as lesões relacionadas com quedas numa população alargada de adultos mais velhos com traumatismo”, comentou Raoul Daoust. 
 
“Os médicos devem estar conscientes que prescrever opiáceos a pacientes mais velhos não está só associado a um maior risco de quedas, mas também, se esses pacientes caírem, a uma maior taxa de mortalidade no hospital”, concluem os autores.

 

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Referência
Estudo publicado na revista “Canadian Medical Association Journal”

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