Ómega 6 pode ajudar significativamente a prevenir a diabetes de tipo 2Notícias de Saúde

Terça, 17 de Outubro de 2017 | 45 Visualizações

Fonte de imagem: Huffingtonpost

Os ácidos gordos ómega 6 podem ajudar a reduzir substancialmente o risco de se desenvolver diabetes de tipo 2, atestou um estudo recente.
 
O estudo que foi conduzido por investigadores do Instituto George para a Saúde Global em Sydney, Austrália, demonstrou que é benéfico aumentar o consumo de ómega 6, que se encontra, por exemplo, no óleo de girassol e de soja, bem como nalguns frutos de casca rija.
 
“Os nossos achados sugerem que uma simples mudança na alimentação poderá proteger as pessoas de desenvolverem diabetes de tipo 2, que atingiu níveis alarmantes no mundo inteiro”, confirmou Jason Wu, autor principal do estudo. 
 
Para o estudo, os investigadores analisaram dados recolhidos de 20 estudos que englobavam um total de 39.740 indivíduos adultos, oriundos de 10 países. Os participantes apresentavam idades muito diferentes e não tinham qualquer diagnóstico de diabetes de tipo 2 no início do estudo. 4.347 dos participantes desenvolveram diabetes ao longo do tempo.
 
No início do estudo, os participantes foram submetidos a análises aos níveis de dois marcadores essenciais do ómega 6: o ácido linoleico e o ácido araquidónico. 
 
O ácido linoleico foi associado a um menor risco, enquanto os níveis de ácido araquidónico não foram associados a um risco significativamente maior ou menor de diabetes.
 
Com efeito, foi verificado que os participantes que apresentavam os níveis mais elevados de ácido linoleico, que é a principal gordura ómega 6, apresentavam uma propensão 35% inferior de desenvolverem diabetes de tipo 2 posteriormente, em comparação com os que evidenciavam os níveis mais baixos daquele ácido. 
 
“Alguns cientistas teorizaram que o ómega-6 é prejudicial para a saúde”, disse Jason Wu. “Mas com base neste grande estudo global, demonstrámos pouca evidência de que seja nocivo, e realmente descobrimos que a principal gordura ómega 6 está associada a um risco menor de diabetes de tipo 2”, acrescentou. 
 
Este estudo foi observacional e como tal não estabeleceu uma relação causal.

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Referência
Estudo publicado na “The Lancet Diabetes and Endocrinology”

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