Ómega 3 poderá reduzir comportamentos agressivos em criançasNotícias de Saúde

Domingo, 12 de Maio de 2019 | 11 Visualizações

Fonte de imagem: Sorocaps Indústria

Um novo estudo sugere que a suplementação com ácidos gordos ómega-3 em crianças poderá reduzir comportamentos perturbadores e abusivos. 
 
O estudo liderado por Jill Portnoy, da Universidade de Massachusetts Lowell, EUA, demonstrou que a suplementação com aquele ácido gordo conduziu a menos comportamentos desadequados em crianças, o que por sua vez exerceu um efeito benéfico sobre os pais das mesmas, tornando-os menos propensos a discutirem e usarem vocabulário ofensivo um com o outro.
 
“Esta linha de investigação é promissora porque os ácidos gordos ómega-3 são considerados como melhoradores da saúde cerebral em crianças e adultos. Há mais benefícios a conhecer, mas se conseguirmos melhorar a saúde cerebral e o comportamento nesse processo, será realmente uma grande vantagem”, disse Jill Portnoy. 
 
Este novo estudo constitui um exemplo em como o estudo de fatores biológicos e sociais poderá ajudar a explicar e a prever comportamentos de risco e impulsivos. O intuito será encontrar formas eficazes de intervir antes que aquele tipo de comportamentos evolua para a perpetração de crimes.
 
O trabalho aborda igualmente o famoso debate “natureza versus cultura” (“nature versus nurture”), neste caso se quem comete crimes possui essa predisposição na sua constituição fisiológica ou se são os fatores sociais, como uma família disfuncional, por exemplo, que conduzem o individuo à criminalidade. Jill Portnoy considera que são ambos os fatores. 
 
A investigadora está a explorar aquela associação através de outro estudo que procura determinar como é que uma baixa frequência cardíaca em repouso pode conduzir a comportamentos antissociais. 
 
 “A minha teoria é que uma baixa frequência cardíaca em repouso poderá ser um traço adquirido, adaptativo: se se é sujeito a stress crónico ou frequente em criança, adaptamo-nos baixando a frequência cardíaca. A baixa frequência cardíaca em repouso protege-nos contendo a nossa reação a eventos stressantes, mas pode conduzir-nos a comportamentos de procura de estimulação”, disse a autora.
 
“Por outras palavras, um ambiente stressante pode causar alterações fisiológicas que conduzem a um aumento nos comportamentos agressivos e impulsivos, além de causar diretamente o comportamento”, rematou.

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Referência
Estudo publicado na “Aggressive Behavior”