Olho preguiçoso afeta uma em cada 30 crianças de BragaNotícias de Saúde

Terça, 09 de Junho de 2015 | 61 Visualizações

A ambliopia moderada a grave, mais conhecida por “olho preguiçoso”, afeta uma em cada 30 crianças, dá conta um estudo que decorre no Hospital de Braga.
 
O Projeto Pimpolho decorre desde maio de 2014 e atende semanalmente cerca de 30 crianças, entre os três e os quatro anos de idade, para uma consulta oftalmológica de prevenção da ambliopia.
 
“No âmbito deste projeto de despiste da ambliopia nas crianças de Braga, patologia mais conhecida por ‘olho preguiçoso’, é já possível concluir que uma em cada 30 crianças tem ambliopia moderada a grave”, refere o comunicado do hospital ao qual a agência Lusa teve acesso.
 
Em caso de dúvida, as crianças são sinalizadas, com uma informação de retorno que é remetida aos encarregados de educação, através das escolas. Dessa forma, se o quadro se agravar, os pais devem marcar consultas da especialidade.
 
O Projeto Pimpolho tem como objetivo despistar a ambliopia a todas as crianças de Braga, que frequentam estabelecimentos de ensino público ou privado, com idades compreendidas entre os três e os quatro anos, idades em que a patologia pode ser revertida.
 
O hospital sublinha que a ambliopia, se não for tratada, pode afetar “para sempre” a saúde e qualidade de vida da criança. A ambliopia é uma doença exclusiva da infância e apenas tratável nessa fase da vida.
 
O hospital refere que o sucesso do tratamento da ambliopia pode atingir quase 100%, ao passo que o não tratamento na idade pediátrica acarreta cegueira, baixa visão ou visão subnormal, não passível de ser corrigida para o resto da vida. Ou seja, mesmo com posteriores cirurgias, correção ótica ou outros tratamentos, a criança ficará “para sempre sem visão normal”.
 
A ambliopia caracteriza-se por acuidade visual baixa de um ou dos dois olhos, causada por alterações que perturbam o normal desenvolvimento da visão durante um período crítico. É tratável até aos 60 meses, sendo o seu tratamento menos eficaz depois desta faixa etária.

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Referência
Projeto Pimpolho